Blended Learning redefine ensino a distância nos EUA

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Alunos completam disciplinas mais rápido e a custo menor; críticos acham que sistema é menos rigoroso e mais vulnerável a trapaça.


Harvard e Universidade de São Paulo não vão desaparecer tão cedo. Mas uma série de empresas online estão tornando um diploma universitário mais barato, mais rápido e suficientemente flexível para levar a experiência de trabalho em consideração. Como a Wikipedia derrubou a indústria da enciclopédia e o iTunes mudou o mercado da música, esses negócios têm o potencial de mudar a educação superior.

Ryan Yoder, de 35 anos, programador de computadores que completou 72 créditos na Universidade do Sul da Florida há alguns anos, inscreveu-se em uma companhia chamada Straighterline, pagou US$ 216 para fazer duas aulas, uma em contabilidade e outra em comunicação de negócios, e um mês depois transferiu seus créditos para a Thomas Edison State College em Nova Jersey, que lhe concedeu um diploma de graduação em junho.

O paramédico e capitão de bombeiros Alan Long, de 34 anos, utilizou outra nova instituição, a Learning Counts, para criar um portfólio que incluía seus certificados e uma narrativa descrevendo o que ele havia aprendido no trabalho. Ele pagou US$ 750 para a Learning Counts e conseguiu sete créditos na universidade Ottawa, no Kansas, na qual teria que pagar US$ 2.800 para ganhá-los em uma classe tradicional.

E Erin Larson, que tem quatro filhos e trabalha em período integral em uma estação de televisão, mas queria tornar-se professora, pagou US$ 3.000 por semestre para a universidade Western Governors para ter o máximo de aulas que ela pudesse aguentar – mais uma ligação semanal de um orientador. “Em qualquer outro lugar, isso teria me custado três braços e pernas”, disse Larson, que tem 40 anos, “e como uma procrastinadora assumida, achei aquela ligação semanal muito útil”.

Para aqueles que têm tempo e dinheiro, os quatro anos no campus e na residência do campus ainda oferecem o que é largamente considerado a melhor experiência educacional. Críticos se preocupam que os cursos online são menos rigorosos e mais vulneráveis a trapaças e que sua ênfase em fornecer créditos para trabalhos específicos poderia minar a tradicional missão de estimular o pensamento crítico.

Mas a maioria dos especialistas concorda que devido à explosão de tecnologias, cortes no orçamento das universidades e à expansão do universo de pessoas que são esperadas a ter um diploma de terceiro grau, não há fim à vista para os novos programas que preparam estudantes para carreiras de alta demanda de profissionais, como negócios, ciências da computação, saúde e justiça criminal.

Chelter E. Finn Jr, pesquisador sênior da Instituição Hoover e presidente do Instituto Thomas B. Fordham, previu que todas as universidades, menos as de maior nível, iriam “mudar drasticamente”, já que os estudantes ganharam novamente o poder em um mercado em expansão.

“No lugar de uma admissão completa de quatro anos em uma universidade, será mais como ir comer ou ir ao bar de tapas”, disse Finn, “com pessoas reunindo estudos superiores de diferentes fontes”.

Enquanto muitos estudantes de instituições nascentes oferecem depoimentos brilhantes e histórias de sucesso, um estudo recente da Teachers College, da Universidade Columbia, que pesquisou 51 mil universitários de faculdades comunitárias do estado de Washington durante cinco anos e descobriu que aqueles com o maior número de créditos provenientes de cursos online eram os que estavam menos propensos a graduar ou transferir-se para uma instituição com curso de quatro anos de duração. Professores tradicionais como Johann Neem, historiador da Universidade de Western Washington, veem lugares como a Western Governors como anti-intelectuais, observando que a publicidade enfatiza o quão rápido os alunos podem ganhar créditos e não sobre o quanto eles vão aprender.

“Fazer aulas online, por você mesmo, não é o mesmo que estar em uma classe de aula com um professor que pode responder para você, apresentar diferentes pontos de vista e incentivá-lo a trabalhar o problema”, diz Neem. “Há muita pornografia e religião online, mas as pessoas ainda têm relações e se casam, assim como vão para a igreja e falam com um ministro”.

Mas Anya Karmenetz, cujo livro ‘DIY U: Edupunks, Edupreneurs and the Coming Transformation of Higher Education’, lançado no ano passado, acompanha a nova onda de esforços baseado na educação online, diz que novas instituições vão apenas continuar a melhorar e a expandir. “Para algumas pessoas isso significará ir de uma boa educação para uma ótima”, ela disse. “Para outros, isso significará ter algum nível de educação ao invés de nada”.

O cardápio emergente de novas ofertas é surpreendentemente variado, como são as instituições. A startup sem autorização e sem fins lucrativos University of the People dá a falantes de língua inglesa que terminaram o ensino médio uma chance de estudar negócios ou computação grátis, com professores voluntários.

Há também crescentes joint-ventures entre os campi tradicionais e entidades online, como a Ivy Bridge College – colaboração entre a Universidade de Tiffin, escola sem fins lucrativos em Ohio, e a empresa comercial Altus Education, que oferece diplomas em dois anos transferíveis para dúzias de universidades parceiras com cursos de quatro anos. E há grupos comunitários sem fins lucrativos como o Peer 2 Peer University, no qual pessoas criam grupos de estudo sobre tópicos tão diversos como JavaScript e arte barroca.

Uma maneira de acelerar o ritmo Burck Smith, que inicialmente começou com uma empresa online de aulas de reforço, fundou a Straighterline em 2008 para desafiar os altos custos universitários.

“Nós chegamos até aqui por nos perguntarmos por que a educação superior ainda custa tanto, apesar de o online ser tão mais barato”, diz.

“Licenciamos da McGraw-Hill nosso material de aula e as apresentações, que é a mesma coisa que centenas de universidades utilizam”.

A Straighterline é uma empresa, não uma escola, oferecendo por uma fração do preço uma grande gama de cursos que incluem introdução à matemática, negócios, ciências e aulas de redação, encontradas na maioria das faculdades comunitárias e universidades.

O preço do registro mensal é de US$ 99, mais US$ 39 por aula – ou um completo “primeiro ano universitário” por US$ 999. Partindo do princípio que muitos estudantes entram na faculdade, mas rapidamente largam – especialmente em faculdades comunitárias e escolas comerciais _, Smith diz que seu enfoque oferece uma maneira de experimentar o trabalho universitário sem um grande investimento.

Para Yoder, programador de computadores da Flórida, a capacidade de trabalhar em seu próprio ritmo foi um grande atrativo. “Eu posso literalmente sentar em um quarto por dez horas diárias e trabalhar múltiplos capítulos, trabalhar um livro de faculdade inteiro em um fim de semana”, diz. “Estar em uma aula, em um grupo, significa que você pode ir apenas tão rápido quanto a pessoa mais lenta. Então para mim, a Straighterline era um ótimo caminho a seguir”.

Como muitos estudantes, Yoder combinou seus créditos da Straighterline com outros – em seu caso, um programa de exame de nível do College Board, um certificado da Microsoft que ele ganhou pelo seu trabalho e um curso anterior na Universidade do Sul da Flórida – para ganhar seu diploma.

Recebendo créditos pela experiência de trabalho Iniciado em janeiro, o Learning Counts é um projeto do Conselho para Adultos e Aprendizagem por Experiência, do Conselho Americano de Educação e do College Board, no qual estudantes tomam aulas online que os ensinam a preparar um portfólio que mostra o que eles aprenderam do trabalho e de sua experiência de vida. Os portfólios – um para cada área na qual estão em busca de crédito – são então submetidos a um avaliador externo, que decide se eles deveriam ganhar os créditos acadêmicos.

Até agora, aproximadamente 80 faculdades, incluindo a Faculdade Comunitária de Cuyahoga, em Cleveland, e a Universidade do Norte do Arizona, em Flagstaff, concordaram em aceitar essas recomendações de créditos e de dar aos alunos três créditos pela aula de criação de portfólios.

Kim Bove, de 39 anos, estudante da Universidade Widener, perto de Filadélfia, com três filhos, um trabalho de período integral e quase duas décadas de experiência no trabalho, conseguiu 12 créditos em quase seis semanas de aulas com o Learning Counts.

Bove começou um curso superior na Pennsylvania State, transferiu para Widener em seu primeiro ano e largou. No ano passado, ela volta a Widener para completar seu diploma de graduação, que ela espera que lhe ajude a encontrar melhores empregos – e, segundo ela, a torne um melhor modelo para seus filhos.

“Eu fiz uma aula sobre supervisão, algo que eu faço há 16 anos, e senti como se pudesse dar a aula”, disse Bove, que trabalha em uma empresa farmacêutica. “Eu fiz a aula de portfólio, que me ensinou a refletir sobre o que eu aprenderia da minha experiência e juntei um documento de 40 páginas que submeti a um avaliador. Agora poderei ter o meu diploma no ano que vem”.

A documentação de Bove inclui uma narrativa descrevendo como, em seus trabalhos de administração em clubes de campo, ela usou as mesmas técnicas que seriam ensinadas em cursos de planejamento eficaz e organização, supervisionando equipes de trabalho e com uma liderança efetiva. Ela incluiu fotos das unidades e recomendações de seus empregadores.

Bove pagou US$ 500 pelo curso e US$ 250 pela avaliação do portfólio.

“Eu quero que meus filhos façam faculdade pelo meio tradicional, porque eu ainda acho que todos os jovens deveriam ter isso, aprender a aprender e ter todo o aspecto social de viver por conta própria”, ela diz. “Mas para mim, foi uma ótima opção”.

Fonte: The New York Times





Por: Instituto EADVIRTUAL   @   06-09-2011     |     3.550 visitas     22 Comentários

22 Comentários

Comentários
07-09-2011
17:13

é preciso estar ciente que todos os meios podem ter uma abordagem negativa ou positiva.
Destaco a parte :”novas instituições vão apenas continuar a melhorar e a expandir. “Para algumas pessoas isso significará ir de uma boa educação para uma ótima”, ela disse. “Para outros, isso significará ter algum nível de educação ao invés de nada”.”

Caberá as instituições compententes e professores/gestores EaD a ampla verificação quanto à qualidade dos cursos. Porém impedir ou repudiar o progresso da EaD é afirmar a política do mesmo, enaltecendo os que tem recursos financeiros, e distanciando ainda mais os que não têm.

07-09-2011
17:19

Sem dúvida que a educação a distância ainda, para alguns, não é de boa qualidade, entretanto, está crescendo cada vez mais. Assim, digo, que o blended learning está crescendo, ainda mais com a oferta de até 20% de aulas a distância no ensino presencial.
As pessoas estão vendo que mistirando (combinando, unindo) a modalidade presencial com a EAD os resultados podem ser ainda melhores.
Eu acredito nessa combinação, e dou muito força para ela crescer e trazer mais oportunidades de ingresso no ensino superior para muito que antes não viam nenhuma possibilidade.

07-09-2011
22:38

Gostei muito do texto, pois aborda algumas preocupações com o crescimento e a procura cada vez maior por cursos EaD. Não sou contra, muito pelo contrário, concordo com a colega Frankiele na combinação da modalidade presencial e à distância. Mas, é importante colocar as preocupações sim e que são várias na minha opinião. Uma questão que gostaria de ressaltar é a importância das relações entre as pessoas no processo de ensino e aprendizagem.
Rosângela.

08-09-2011
7:48

Pode-se notar que os paradigmas estão ainda fortes nesse assunto. Como todo e qualquer serviço,o mercado é seletivo e cabe a cada profissional fazer um estudo detalhado e criterioso em relação à IES. No trecho “Fazer aulas online, por você mesmo, não é o mesmo que estar em uma classe de aula com um professor que pode responder para você, apresentar diferentes pontos de vista e incentivá-lo a trabalhar o problema”, diz Neem. “Há muita pornografia e religião online, mas as pessoas ainda têm relações e se casam, assim como vão para a igreja e falam com um ministro”, acredito haver uma infelicidade nessa comparação. Não existe relação amorosa a dois de outra maneira,mas muitas vezes os professores que estão em sala de aula presencial nem ao menos são motivados ou procuram se reciclar. Nas melhores instituições EAD, temos os melhores desenvolvendo e ministrando as disciplinas. Temos 5 sentidos e a inspiração transcende a necessidade do contato físico pra surtir efeitos. Acredito muito e conheço a modalidade que une o ensino presencial com o ensino a distância.

08-09-2011
11:55

Com certeza Rosângela, a combinação é uma grande alternativa, inclusive o prof. Moran fala muito dessa combinação, que, pode ser a melhor opção para a EaD e ainda, para pessoas que ainda não possui a cultura virtual (de ambientes virtuais de aprendizagem) para estudar.

08-09-2011
12:18
#6 Edecelma Borges Identicon Icon Edecelma Borges :

Gostei muito desse comentário queira Deus que o EaD acompanhe juntamente coma tecnologia..

08-09-2011
15:28

Acredito muito na EAD, mas precisamos trata-la com seriedade e cuidar para não banalizarmos a EAD, é uma modalidade eficiente de qualidade, mas por traz dela, em sua gestão está sempre a figura humana e esta é passivel de qualquer coisa tanto para o bem quanto para o mal.

10-09-2011
17:19
#8 Nizamar Identicon Icon Nizamar :

Caminhando pelos corredores da IES que ministro aulas presenciais escutei parte de uma conversa entre alunas. Ouvi e caminhei refletindo… Dialogavam sobre os trabalhos que nós, professores pedimos que façam em casa. – Você acha que vou abrir mão da minha hora de almoço para fazer um trabalho? Não mesmo!
Foi quando passei a refletir, pois não as escutava mais, aliás, preferi nem ver o rosto das alunas. Se não abre mão do almoço para fazer o trabalho, provavelmente não abriu mão do feriado no meio da semana (que aliás, eu abri, mas já é outra conversa), tampouco do sábado e domingo. Sendo assim, que horas esses alunos do ensino presencial se dedicam aos estudos? Ensino presencial, para muitos, é mesmo presencial? Quantos não param um quarteirão antes, no primeiro barzinho que encontram? São muitos…
Portanto, para um aluno comprometido, aula presencial ou a distância, terá a mesma repercussão. Claro, não há o contato com colegas e professores, com respostas em tempo real. Mas, se o aluno está mesmo disposto a aprender, ele vai fazê-lo, como testemunha Yoder, na matéria acima.
Vulnerável à trapaça? E os trabalhos que são comprados pelos alunos? Não é uma trapaça? Sim, é uma trapaça velada. O importante é que o aluno tenha muito claro que, no mercado de trabalho, não é possível trapacear.

10-09-2011
20:28
#9 Heraldo Pereira Duarte Identicon Icon Heraldo Pereira Duarte :

Acredito na eficiência do ensino e aprendizagem por EAD, entretanto todos os profissionais envolvidos devem estar amplamente comprometidos com a Pedagogia, a Técnica, a Tecnologia e a Legislação, principalmente no tocante a avaliação. A credibilidade docente é fator fundamental para que o aprendiz demonstre o saber, apreender e aprender.
O Educador EAD deve possuir conhecimento em todas as fases principalmente na avaliação individual bem como na coletiva, com propósito para um ensino Agradável e eficiente com baixo índice de abandono, usando rigor na disciplina tanto na condição semipresencial e/ou 100% EAD.
SDS
H Duarte

10-09-2011
20:29
#10 Heraldo Pereira Duarte Identicon Icon Heraldo Pereira Duarte :

Pedagogia-Multimeios e informatica Educativa.

11-09-2011
16:05

Acredito que educação não ter a ver com o meio como se aprende, mas sim pela disciplina da utilização do tempo que o aluno deve ter, buscar a diminuição da ignorância que até então tinha acerca de determinado assunto sendo autodidata.

11-09-2011
17:29
#12 Stefano Martins Identicon Icon Stefano Martins :

O texto é interessante. Entretanto, eu acho que há alguns aspectos que devem ser levados em consideração.

A Educação a Distância infelizmente ainda é vista com maus olhos por muitas pessoas, inclusive educadores que acreditam que o ensino pode ser executado apenas quando aluno e professor estão no mesmo local e hora, inclusive negando a idéia de cursos semi presenciais. Nós, os profissionais que trabalham com EaD, devemos tomar cuidado para que os conceitos por trás da metodologia aplicada não sejam mal compreendidos e/ou sejam tratados como uma indústria.

Gostei de saber da pauta do texto, onde as instituições levam em consideração a experiência prévia do aluno, porém acredito que se o processo não é rigoroso, abre-se portas para trapaças e afins. Também é muito bom saber da aceitação da educação a distância por instituições que oferecem cursos na modalidade presencial.

11-09-2011
19:40
#13 Rademaks Identicon Icon Rademaks :

O texto nos mostra a grande preocupação com EaD e o seu uso pois ainda existe duvidas na seriedade de algumas instituições e também das pessoas que as procuram.

12-09-2011
0:44

Apesar do crescimento vertiginoso do EaD, observo ainda um movimento forte de resistência e preconceito contra esta modalidade. Entendo que no mundo existe todo tipo de situação e especificidade. Há grandes preocupações com comportamentos inadequados e fraudulentos e estes existem no mundo todo, é fato.

Entretanto isso não é responsabilidade da EaD. A crise de valores que atualmente grande parte da sociedade vivencia transpõe fronteiras, grupos, instituições, associações, famílias, organizações públicas e privadas. Fraudes existem em toda parte onde existam pessoas com desvios de caráter.

Nas instituições tradicionais há alunos que pagam a terceiros para fazerem seus trabalhos de TCC, dissertações de mestrado, outros. Há muitos estudantes que conseguem médias nas provas porque tem grandes habilidades para colar de outros colegas que estudam e são dedicados. Estes mesmos estudantes, nos trabalhos acadêmicos, contribuem significativamente com seus grupos disponibilizando seus nomes para compor a lista dos componentes na impressão da capa, o que é motivo de grande honra e orgulho para todos os participantes.

Ironias à parte, após a conclusão de duas graduações e três especializações, sendo uma delas mestrado, observo que os estudantes sérios ficam reféns de alunos irresponsáveis e descomprometidos que não cumprem com suas tarefas. O medo que os alunos sérios têm de serem prejudicados faz com que se sobrecarreguem e se estressem com aqueles que não têm interesse em aprender.

Quantas fraudes não ocorrem diariamente nas instituições tradicionais por conta de tantas questões que ocorrem em cursos de graduação e pós-graduação e são presenciais? Um dos pontos centrais que se deve considerar com os novos tempos, é principalmente que hoje e no futuro os profissionais são e serão cada vez mais avaliados pelos seus conhecimentos e resultados. As fraudes aparecem naturalmente em algum momento, isso é inevitável. Como o Mestre Jesus disse: a cada um é dado segundo suas obras.

Martim Seligman, psicólogo norte-americano desenvolveu uma classificação internacional de saúde mental com seis virtudes e 24 forças de caráter, com base em uma pesquisa histórica de 3.000 anos com o estudo de mais de 200 religiões, crenças, culturas e dogmas. Ele afirma que a pessoa para ter saúde mental deve manifestar estas virtudes e forças de caráter. Por exemplo, uma pessoa que abre mão de seus valores e se corrompe de qualquer forma, com o tempo, pode começar a ficar emocional e mentalmente doente, com a manifestação de um quadro de alguma doença psicossomática, depressão, ansiedade, outras.

Acredito que a seleção natural é inexorável, e aqueles que não manifestarem suas virtudes (coragem, justiça, amor e humanidade, saber e conhecimento, transcendência e moderação) e suas forças de caráter (ética, amor próprio e pelos outros, compromisso, responsabilidade, conhecimento, dedicação, determinação, cidadania, otimismo, fé, bravura moral e valentia, outros), tenderão a desenvolver doenças mentais (depressão, transtornos de ansiedade, pânico, estresse, outros).

Claro que é necessário cada vez uma maior estruturação e controle para se evitar as fraudes em todas as áreas, inclusive na EaD, mas é necessário clareza de que nenhuma modalidade educacional ou de qualquer outra natureza estará isenta de riscos contra fraudes e outras questões correlatas.

12-09-2011
11:10
#15 Fabio Jannuzzi Identicon Icon Fabio Jannuzzi :

A EAD tem uma longa história e uma longa ficha de bons serviços prestados às pessoas. A tecnologia da informação e comunicação permitiu, nos últimos anos, a redução de distâncias, mas não é possível fraquejar na busca incessante pela qualidade na educação.

13-09-2011
11:40
#16 Gisele Zanardi Identicon Icon Gisele Zanardi :

Concordo plenamente com o comentário do Nizamar, não importa o método de ensino (se presencial ou a distância), o desenvolvimento do aluno dependerá exclusivamente dele, ou seja do seu interesse.

13-09-2011
17:20
#17 Danielle Identicon Icon Danielle :

Acredito na eficiência da EAD, o que deve ser mudado é o olhar das pessoas em relação a mesma.

13-09-2011
19:17
#18 Luiz Eduardo Identicon Icon Luiz Eduardo :

Existe “no ar” a preocupação com a possibilidade da EaD substituir o ensino presencial. Muitos especialista se posicionam a favor e contra. Particularmente, penso que a EaD vai crescer muito (especialmente em função do desenvolvimento tecnológico), e os cursos presenciais terão muito mais aulas à distância do que atualmente (que é limitada a 20%), mas sempre haverá a necessidade de encontros presenciais para o desenvolvimento de habilidades que não podem ser realizados em casa. Quanto às provas, penso que não há nenhuma vantagem em se exigir que elas sejam feitas presencialmente. Isso é uma bobagem prevista em nossa legislação.

13-09-2011
21:01
#19 Vanete Identicon Icon Vanete :

Este texto é extremamente pertinente e aborda uma parte importante no desenvolvimento do fator humano, que por sua vez busca seu proprio crescimento e desenvolvimento. A busca é o diferencial neste contexto, bem como o custo e a qualidade.

14-09-2011
9:24
#20 claudia mesquita Identicon Icon claudia mesquita :

concondo com você izamar,realmente se não houver interece do aluno pelo estudo,não adiantará nada ir em sala de aula e ¨”engolir” o que profº lhes e não há real “digestão” sobre o tema exposto.
claudia

15-09-2011
14:31
#21 Márcia Castaldi Identicon Icon Márcia Castaldi :

Achei muito interessante este texto, e concordo com ele. Acredito que com o tempo as salas de aula serão totalmente virtuais, o que acho bom, pois ter o aluno em uma sala de aula presencial não significa que ele realmente está presente.

18-09-2011
12:58
#22 Giane Identicon Icon Giane :

Existe a preocupação com a qualidade dos cursos EAD, porém apesar dos poucos recursos do MEC para fiscalizar ainda há uma cobrança igual ou maior em relaçoa as instituições presenciais. Sou professora tutora de curso EAD e também aluba de 02 Pós-Graduação, e posso afirmar que a cobrança e o nível dos curso não deixam a desejar em relaçao aos cursos convencionais, a qual já fiz duas faculdades.

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