Brasil já tem 3 milhões de alunos a distância
Festejar os números expressivos da educação a distância no Brasil e apresentar expectativas de expansão para os próximos anos. Esse foi o foco principal da palestra do secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, na Sessão Plenária realizada na manhã de segunda, dia 28, no Ciaed. Como prévia do mais recente Censo EAD, divulgado durante o evento, o professor afirmou que, em dezembro de 2008, o país já somava 2.648.031 alunos matriculados em cursos a distância, em todos os segmentos. “Na verdade, agora, já em setembro de 2009, estimo que estejamos perto da casa dos três milhões de estudantes”, afirmou.
O salto da modalidade no Brasil é, de fato, impressionante. Dos cinco mil alunos registrados na graduação a distância no ano de 2000, são registrados atualmente cerca de 1 milhão de matriculados em cursos superiores em EAD. ”Claro que gostaria de falar aqui somente desse crescimento, de coisas boas. Mas é preciso destacar outros pontos, não tão agradáveis”, disse Bielschowsky, que se referia, na verdade, a questões como o descredencimento de instituições que ofertavam EAD, como o que ocorreu recentemente com a Unitins.
“Esse caso, agora, aguarda julgamento do Conselho Nacional de Educação. A EAD no Brasil ainda é uma criança, tem apenas 9 anos, por isso precisa de tantos cuidados. Temos trabalhado sério no credenciamento dessas instituições, cursos e polos, como também a cada renovação para funcionamento. Intensivamos e agilizamos essa fiscalização até mesmo em função do grande volume de denúncias que vínhamos recebendo dos estudantes, de oferta irregular de cursos. Havia faculdades completamente desconectadas de seus alunos, com pouca densidade no material didático e na avaliação e, outras, que terceirizavam completamente serviços vitais como o treinamento de tutores”. explicou.
“Atualmente, temos 1.350 colaboradores que visitam as instituições de todo o país, seus polos, entram na plataforma e avaliam a oferta e a intensidade de interação no ambiente, além do conteúdo. Nossa equipe, então, elabora uma nota técnica e, quando necessário, faz as propostas de correção de rota às instituições, que têm um ano para se adequarem às exigências necessárias. Para se ter uma ideia, hoje temos 38 delas em pleno processo de supervisão, sendo quatro universidades públicas”, contou Bielschowsky.
FOCO SOCIAL E NÚMEROS EM DESTAQUE
O secretário destacou, ainda, o perfil dos alunos EAD, o que só fez reforçar junto à comunidade a importância desta modalidade no campo da inclusão. “Vejam só, 46% dos alunos EAD têm ganhos de até 3 salários mínimos, índice que cai para 26% entre os matriculados presencialmente. Na faixa dos remunerados com mais de dez salários, apenas 13% dos estudantes EAD fazem parte desse grupo, contra 25% dos presenciais. E, apesar de ganharem menos, mais alunos de EAD ajudam no sustento da casa, quando comparados aos demais estudantes. Quando analisamos a escolaridade dos pais desse público, 18% dos alunos EAD têm pais com ensino médio, índice que sobre para 50% entre os presenciais”, contou.
O secretário apresentou números das três principais ações do Governo federal no campo da educação a distância. “Na Universidade Aberta do Brasil, na verdade um sistema colaborativo entre as universidades públicas do país, fazemos um trabalho vital de qualificação de professores, por exemplo, para a educação básica. Em dados de setembro deste ano, temos, na UAB, 562 polos em funcionamento, atendendo a 140 mil anos. Para 2010, esperamos contar já com 850 polos. E, para 2012, esperamos atender 600 mil alunos”, prevê Bielschowsky.
Sobre o E-TEC Brasil, que trata da oferta do ensino técnico a distância, o professor destacou realizações como a duplicação do número de escolas federais e o fortalecimento das escolas técnicas estaduais, em parcerias com os estados. “Hoje, neste segmento, temos 193 polos, com 147 cursos técnicos, ministrados por 74 instituições para um total de 26 mil alunos”, disse. O terceiro e último projeto do MEC também foi apresentado com números. “No Proinfo Integrado buscamos levar as ferramentas de tecnologia e comunicação às escolas brasileiras, para a alfabetização digital de gestores, professores e estudantes. Somente este ano, estamos capacitando 332 mil professores. Atualmente, temos 29.014 escolas conectadas em 3.124 municípios, com 24 milhões de alunos beneficiados”, encerrou. Fonte: Folha Dirigida
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2 de outubro de 2009 at 19:15
Será que já existe o Ensino Fundamental a distância?
Assim acabaria o analfabetismo no Brasil.
21 de outubro de 2009 at 23:13
como fazer inscricao para mestrado em EAD?