Desistências podem ter sido geradas pela alta exigência do curso, dificuldade dos usuários em utilizar as ferramentas e pela grande quantidade de aulas presenciais.
Quase 40% dos alunos que estavam matriculados no curso de graduação online da Universidade de São Paulo (USP) foram eliminados do programa devido ao grande número de faltas. A modalidade, que começou em outubro de 2010, possui atualmente 360 vagas.
A USP acredita que as desistências foram geradas por diversos fatores, entre elas a alta exigência do curso, a dificuldade dos usuários em utilizar as ferramentas online e a grande quantidade de aulas presenciais.
Segundo os dados divulgados pela USP, cerca de 10% dos alunos não chegaram a atingir o mínimo de 70% de presença para serem aprovados, enquanto 30% dos alunos dos cursos semipresenciais da área de ciências não tiveram praticamente nenhum contato com o conteúdo das matérias.
Veja também o artigo Educação a distância no ensino superior: soluções e flexibilizações - CLIQUE PARA COPIAR – PDF
É certo que a EaD não é nada fácil, exige muito mais dos acadêmicos e como a tecnologia é algo ainda bem distânte da nossa realidade vindo então causar o medo e a evasão .
Curso a distancia é para quem tem perfil de pesquisador, tem disciplina.Muita gente entra achando que é mais fácil, quando é justamente o contrario,mesmo porque quem não tem boa base de conhecimeto geral, não vai se dar bem.
Exatamente Frankiele, faço Adm. EaD e realmente questões como organização e reponsabilidade são fatores fundamentais para a conclusão do curso.Isso valoriza ainda mais os profissionais formas pela EaD.
Realmente se a pessoa acha que vai ser fácil está muito enganda. A EAD exige comprometimento em dobro.
A Educação a Distância requer comprometimento e um cronograma particular do aluno, pois ele precisa se programar para realizar as atividades e ler os conteúdos propostos. Com comprometimento, atenção aos prazos o aluno consegue desenvolver suas atividades.
Talvez ainda falte uma cultura melhor em cursos a distância. As pessoas devem assimilar a idéia do ensino EAD como facilitador, instrumento. E não como “basta me inscrever e terei um diploma”
A USP está entre as melhores universidades do Brasil….
Talvez fosse preciso mais autonomia dos alunos em correr atras de seu auto conhecimento. Talvez pensassem por ser uma EaD , fosse poupado o árduo trabalho do verdadeiro aluno esforçado, que é buscar o conhecimento em vez de recebê-lo de mãos abanando…
Que pena! Ainda temos muito que aprender com a educação a distância.
A EAD parece facil mas nao é, precisa de disciplina ,dedicação e muita leitura.
Várias pessoas acreditam que ao entrar num curso a distância estão livres da responsabilidade. Mas o que realmente acontece é o oposto: a responsabilidade é muito maior, pois o aluno se torna o sujeito de sua própria aprendizagem.
Organização, motivação e discilina são caracteristicas fundamentais para o aluno de EAD.
Sou aluna do EAD e posso garantir que as demandas do curso são altas. Me matriculei para o curso por solicitação do meu empregador e garanto que não está sendo nada fácil concluir as tarefas. Sou pesquisadora e gosto de ler, estudar e adquirir novos conhecimentos, mas o que mais me motiva nessa nova modalidade de ensino é o desafio de concluir as tarefas no prazo e finalizar o curso com qualidade.
Concordo com vc Antonio, o EAD exige todos esses requisitos para que o aluno desenvolva a aprendizagem. Muitos acham que é fácil, mas é bem dificil.
A modalidade EaD ja se defini por sua sigla. Acredito que o principal fator das desistências deve ter sido a alta exigencia de aulas presencias. Eu particularmente só aderi ao EaD, por sua aplicabilidade.
Pois é, muitos acham que a EaD é “muito fácil”, mas com a elevada evasão é presumível que as exigências estavam além do esperado e dependendo do emprego e do trabalho, realmente fica muito difícil atender todas as exigências do curso, principalmente na parte de pesquisas.
Só no Brasil os cursos a distância têm um excesso de aulas presenciais…. O resultado era esperado, né? Quem se matricula em EAD é porque não tem tempo ou oportunidade de seguir um curso presencial. Muitos dos assim chamados cursos presenciais da USP são semi-presenciais. Um a distância deveria ser a distância, não parece lógico?
gostaria de terminas meu curso de filosofia a distancia, sendo que ja tenho 70 por cento das disciplians feitas com aulas presenciais.se poder entra em contato comigo agradeço
Isto prova que EAD não é fácil como as pessoas pensam ser. O aluno tem que ter perfil como muito bem trata Antônio Fonseca e Ana América. O aluno tem que levar a sério e depende de si mesmo. Tem que saber se motivar e ser autodidata.
O fato de ser a distância não siginifica que não exista qualidade.Para os que acreditam ser fácil, as informações sobre desistência nos cursos EAD da USP comprovam a seriedade e o comprometimento necessários para a conclusão do curso.
Olá pessoal;
Apenas para apimentar um pouco o fórum, gostaria de lembrar que fiz curso universitário presencia de Psicologia pela Metodista, no primeiro ano tinham 120 pessoas (2 turmas de 60), no quinto e ultimo ano menos de 30 estavam cursando. Não podemos atrelar a desistência a ferramenta, mas a vários fatores.
Abraços
Cristian
Achei bárbaro o livro-texto sobre Educação a Distância- Fundamentos e Práticas. Organizado por Maria Candida Moraes – PUC SP.Editado pelo NIED – Núcleo de Informática Aplicada a Educação. Recomendo.
A USP está de parabéns pelas a ações tomadas. Ao que parece já identificou as causas, não sei se por sentimento ou pesquisa. Mas, se acatadas essas causas levantadas, soluções devem ser implementadas imediatamente, e a iniciativa deve caber a instituição. Talvez adequar o curso as necessidades do público-alvo e não somente em parâmetros internos de qualidade. Oferecer um módulo de “inclusão tecnológica” pois a maioria das pessoas não tem a oportunidade de possuir os conhecimentos adequados a utilização de ferramentas tão inovadoras. E, por último, repensar a proporção entre aulas a distância/presenciais, pois o curso atende a todo o um país de dimensões continentais. Pelo que tenho observado este não é um problema específico dessa instituição. É um reflexo de uma metodologia de ensino inovadora e como tal, sujeita a resistências de toda a ordem. As pessoas querem dispor de novas formas de ensino, mais adequadas as suas necessidades, porém ainda adotando os velhos paradigmas presenciais.
A EaD exige do aluno um perfil disciplinado e compromissado, sou tutora de um curso a distância e estou cursando uma Pós Graduação no modelo EaD, posso dizer com propriedade “olhando pelos dois lados” que existe sim a possibilidade de qualidade no ensino e no aprendizado. Como disse o colega Agostinho o que ocorre é o uso dos velhos paradigmas numa modalidade que vem quebrabdo todos eles!
De certo que a EaD não é tão fácil como parece para alguns, ela exige muita disciplina e compromisso do aluno. Estou na minha segunda pós graduação no modelo EaD e sei o quanto se faz necessário nos organizar para cumprir os compromissos, as leituras e as atividades neste modelo. no meu entender a EaD veio para trazer novos conhecimentos e a busca continua de conhecimento através do uso da tecnologia, é a informação X conhecimento, ensinar X aprender.
O aluno em EaD precisa acima de tudo ter motivação e disciplina. A flexibilização de horário requer responsabilidade e compromisso. Quando o aluno não alcança estes requisitos, começa a encontrar sérias dificuldades. Muitos começam EaD achando que apenas 10 ou 15 minutos na internet vão resolver seus problemas. Estão enganados. EaD com qualidade requer uma dose muito grande de envolvimento.
algumas pessoas acreditam que ead é uma forma mais fácil de se conseguir um diploma. Ledo engano. A coisa não é tão simples, principalmente quando se deparam como uma instituição séria como a USP, que em sua existência prima por qualidade no ensino.
O aluno de EAD deve ter em mente que neste tipo de curso o aluno deve ser disciplinado, organizado e responsável para alcançar o objetivo final: O APRENDIZADO.
Isso comprova que a Educação à Distância está ganhando proporções incríveis. Aposto que os desistentes pensaram que seria fácil fazer curso à distância.
Para fazer curso a distancia é necessário disciplina e organização, além de gostar de pesquisar, pois é necessário buscar e ampliar cada vez mais o conhecimento.
As desistencias durante o curso superior a distancia, tem a ver com a falta de conhecimento dos academicos que entram achando que é mais facil que as faculdades presenciais, quando na realidade as EAD exige muito mais dos academicos, pois tem que fazer pesquisas, tem que cumprir o cronograma de entrega dos trabalhos, exige muito mais leitura dos academicos a distancia do que na presencial, e por isso desistem.
Para cursar EaD temos que estar cientes de que deve haver comprometimento, disciplina, organização, dedicação e determinação para um bom aproveitamento do curso. Aqueles que acham que é fácil, acabam desistindo, como os da USP.
Enquanto alguns cursos fecham por falta de seriedade, outros nos mostram o quanto a educação a distância exige do aluno. Esta matéria sobre a USP retrata bem o que exige este modelo educacional, a seriedade e, principalmente, a falta de preparo daqueles que começam a fazer os cursos.
A USP está de parabéns por adotar o regime EAD em alguns de seus cursos. Como já foram constatadas as possíveis causas das evasões, é importante que a USP tome medidas para diminuir estas evasões. Como sugestão acredito ser útil um treinamento sobre o ambiente virtual de aprendizagem adotado pela instituição, treinamento sobre as ferramentas necessárias para visualização de arquivos, reprodução de vídeos, etc. As ferramentas de comunicação não podem ser complicadores no aprendizagem do aluno EAD. Esse tipo de treinamento deve ser oferecido antes mesmo do início do curso. É importante também que haja uma equipe técnica para auxiliar os alunos que possuam dúvidas na utilização destas ferramentas.
Isso porque muitos ingressam na EAD com a ilusão de conseguir um diploma, sem grandes esforços, mas a realidade é bem diferente! EAD exige dedicação constante e disciplina!
Logo estudar a distancia exige tao somente disciplina e organização do tempo, sair da zona de conforto e buscar algo novo, estudar sozinho, no seu tempo. O aluno que estuda em EAD não estuda menos que um aluno presencial, desde que o faça com o obejtivo de aprimorar o seu conhecimento, não para cumprir uma carga academica.
A evasão é reflexo do estilo de vida do século XXI. O curso EAD exige tempo do aluno. A realizaçao das atividades, a leitura dos textos básicos e complementares, invariavelmente, mantem o aluno por horas na frente do computador. Essa dimensão do tempo e da alta carga de atividades que temos de ter, que reflete na evasão, é que deve ser revisto pelos métodos e pela engenharia educacional em EAD. Há de haver um equilíbrio entre o cobrado do aluno e o tempo dispensado para tanto.
O texto nos mostra que EaD é uma forma de educação que vem crescendo cada dia que passa, mas que exige do aluno uma grande dedicação e também da instituição investimentos para tornar as ferramentas utilizadas neste processo de mais fácil compreensão. A posição da USP em analisar os efeitos desta desistência é muito importante pois nos mostra que realmente a Ead tem que ser levada a sério por todos que se preocupam com uma educação de qualidade.
Estou cada vez mais convicto de que os cursos a distância ganharam e continuarão ganhar mais e mais responsabilidades e a cobraná só tende a aumentar, para aqueles que pensam que é moleza….
Concordo com o VALENTE (2002) no artigo Educação a Distância no Ensino Superior: soluções e flexibilizações quando se refere a utilização de diferentes ferramentas pedagógicas para EAD, porque é preciso preencher as lacunas que a tecnologia deixa de cumprir.
Por outro lado, alguns estudantes procuram o ensino a distância porque dizem não ter tempo disponível para a educação presencial. Existem sim uma flexibilidade de horário para realização do ensino a distância, mas é fundamental a dedicação dos estudantes, principalmente, porque começam a interagir muito mais e se torna exercício básico a busca pelo conhecimento e não apenas receber a informação na oratório do professor em sala de aula.
A verdade as coisas estão acontecendo rápido demais e nem todas as pessoas tem condições psicológica de acompanhar, o trabalho, casa, estudo, vida social etc…de certa forma deixa as pessoas sobre carregada. A Educação a distancia surge como uma forma de poupar um pouco o tempo abrindo uma janela para as pessoas que corre contra o tempo.
Boa noite, acredito na tendência de crescimento do ead, e mais; com o passar do tempo será exigido do aluno além do conhecimento específico da sua formação, a capacidade de navegar e utilizar as ferramentas deste modelo de ensino. E com certeza será um profissional de mercado mais atualizado e competitivo em relação ao discente presencial.
O aluno da EAD tem que ser disciplinado. Habituar-se a disponibilizar um tempo para realização das leitura, e interação nos fórum das disciplinas.
Não é porque está fora do ambiente físico de uma sala de aula que ele está desobrigado a participar e frequentar as atividades propostas.
Acho que a falta deste compromisso leva a tanta desistência.
O caso da USP, não é um caso estranho para a situação geral da EAD no Brasil, por um lado temos pessoas que buscam a EAD, como solução para a falta de tempo e a possibilidade de fazer seus próprios horários, contudo a maioria mostra dificuldades para usar as ferramentas on-line e não consegue gerenciar seu tempo. Acredito que para se ter números melhores, devemos buscar aceitar em cursos EAD, pessoas que no mínimo consigam demonstrar características que favoreçam o acompanhamento de um curso nesta modalidade, só num futo um pouco mais distante é que poderemos falar de cursos ( principalmente Graduação) totalmente à distância.
Pelo notícia não fica claro qual o percentual de aulas presenciais e nem os tipos de dificuldades e suas respectivas ferramentas. Penso que todos os cursos, presenciais ou à distância, devem primar pela qualidade e exigir compromisso dos alunos, no entanto, para os cursos à distância, os fatores “aulas presenciais” e “ferramentas com dificuldade de operacionalização” podem sim indicar problemas de planejamento. E acho que esse é o caso da USP, uma vez que o nível de evasão está muito acima da média apurada pela ABED. Muitos comentaristas deste post viram o alto nível de evasão como um indicador de qualidade, em função do grau de dificuldade. Eu, sinceramente, discordo. A USP deveria rever ser planejamento.
As dificuldades enfrentadas pelos alunos no tocante a utilização das ferramentas on line, poderiam ser melhores exploradas.
Acredito que as dificuldades dos usuários ao utilizarem as ferramentas operacionais podem ter influenciado esse índice de eliminação, já que a educação a distância exige dos alunos uma bagagem de conhecimento em informática, onde muitas vezes eles não o possuem, o acesso a internet acontece muito mais pela “osmose” do que pelo desenvolvimento, a pessoa compra a máquina e simplesmente começa a manuseá-la. Não sendo diferente do que vivenciamos na educação presencial, o aluno vai fazer contabilidade, mas o conhecimento em matemática não é o ideal para que o mesmo acompanhe as aulas, por isso em muitas faculdades existe o nivelamento, acredito que seria uma boa saída para resolverem o problema da dificuldade de se usar as ferramentas operacionais oferecidas pela instituição!
Pois é, pessoal, até entendo que grande parte das dificuldades sejam relacionadas ao uso das ferramentas tecnológicas… Mas não seria esse um pré-requisito para quem escolhe um curso à distância?
E vocês acham mesmo que a USP vai dar nivelamento? Quem quiser que se prepare melhor para a próxima oportunidade, né? Ou não?
Luiz Eduardo, concordo com você.
Mas proponho uma outra via de questionamento: e se a falta de planejamento fosse do aluno que entrou no curso sem saber exatamente quais seriam as exigências?
A educação à distância exige responsabilidade e determinação, embora não esteja em um ambiente de sala de aula tradicional, o compromisso continua existindo, muitas pessoas por falta de informação procuram o EAD achando que é diploma fácil e quando se deparam com as dificuldades acabam desistindo.
A Ead tem conquistado espaço rapidamente devido a capacidade de inovar, os nichos de mercado da educação estão sendo preenchidos. Alguns alunos não pertencem ao nicho, ou seja não fazem parte do perfil de aluno do curso, mesmo assim e a universidade, como é paga, aceita. E o resultado é este, alta taxa de evasão. Esperamos um planejamento de marketing bem feito para que cursos bons sejam feitos por quem tem a dedicação necessária.
Sou professora há 15 anos do ensino superior e
estou fazendo uma Pós em “Metodologia e Gestão em Educação a Distância”. Nesta Pós, como aluna, tenho a oportunidade de ‘reaprender e a repensar’ a Educação na atualidade. Definitivamente, somente alunos com disciplina, pró-ativos e com maturidade para desenvolver trabalhos de forma sistematizada conseguirão seguir com os estudos em EAD. Estou sentindo isto na pele. Mesmo com os dados da pesquisa mostrando que a alta exigência do curso, a dificuldade dos usuários em utilizar as ferramentas online e a grande quantidade de aulas presenciais sejam evidências para estas desistências, acredito ainda que há dificuldade no saber buscar o ‘conhecimento’ neste novo ambiente. Sinto esta dificuldade e terei de mudar minha postura, minha motivação.
O curso de EAD exige comprometimento e autonomia, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é fácil assumir este compromisso. Penso que se a educação à distância for encarada com seriedade ampliaremos a possibilidade de educação para todos! Porém, não basta apenas os educadores enfrentarem estas questões, os alunos precisam entender que sem a colaboração e participação deles a educação se torna inviável.
Comecei uma pós a distância a pouco tempo. Alguns colegas já desistiram pela dificuldade de conciliar os estudos com as atividades “fora”. Também sinto dificuldades em me dedicar ao estudo a distância, mas tento encarar como um desafio.
A materia só nos mostra o quanto precisamos mudar nossas convicções, e digo mesmo preconceitos sobre a EaD…
Na minha opinião, acredito que as ferramentas utilizadas pelos cursos EAD sejam as grandes vilãs com referência as dificuldades dos usuários. Outro fator diz respeito ao fato da instituição ser a USP, pois muitos, pensam que o estudo EAD é simples, pois o aluno tem a liberdade de escolha de horários, porém, difere muito pouco das exigências dos cursos presenciais, pois a diferença está na forma de aprendizagem, ou seja, depende exclusivamente do aluno e como sabemos, a USP não iria oferecer um curso fácil pelo fato de ser EAD. Acredito ainda que se houvessem mais familizaridade com os softwares as coisas ficariam mais fáceis e daí esse índice tenderia a diminuir.
É consenso os benefícios do ensino a distância no que diz respeito à questão de tempo, espaço e preço. No entanto, infelizmente, não faz parte da cultura brasileira produzir sem ser, de certa forma, “vigiado” e “cobrado”. O ensino a distância, justamente por permitir maior flexibilidade de tempo e respeitar mais o ritmo de vida do aluno, acaba sendo uma espada de dois gumes. Sou a favor desse ensino, estou fazendo um curso de pós na área, mas eu mesma percebi que se fosse presencial, me dedicaria mais do que me dedico. O aluno precisa se programar e separar um tempo diário, como se estivesse frequentando um curso presencialmente. Não necessariamente o tempo que ele passaria em uma faculdade, mas deve haver um compromisso pessoal com sua própria aprendizagem e deixar aquela atitude de “o que me importa é só o título” de lado, provando para si mesmo, que é capaz de estudar, refletir e produzir fora da sala de aula, sem deixar, é claro, de interagir com outros colegas do grupo e com o tutor.
Cláudia, vc acredita que “não faz parte da cultura brasileira produzir sem ser, de certa forma, “vigiado” e “cobrado””. Acredito que esta maneira de encarar a educação produz metodologias de ensino que não exigem avanços didáticos dos professores. Eles podem colocar a responsabilidade só nos alunos pelos resultados. Quando invertemos a lógica, pensando que é a didática que não está adequada acredito que avançaremos mais. Lutar contra uma cultura é ruim, que tal usar outro paradigma?
A USP está levando a sério o conteudo e cobrança de seu curso a distancia. Os alunos precisam saber que essa modalidade de curso não é mais fácil que a presencial (como muitos ainda devem pensar), e, pelo contrário, o EAD exige do aluno disciplina, planejamento e maior dedicacao ao estudo.
Concordo com a Claudia mas com ressalvas. Sim, concordo que realmente o uso dessa ferramente pode e será desvirtuado, podendo virar um fábrica de diplomas virtuais. Mas de certa forma – e é aqui que vem minhas ressalvas – o mercado é como o Darwinismo, se encarregará de selecionar as espécies que melhor se desenvolverem.
Com certeza eu como gestor, num determinado processo seletivo onde hajam dois candidato, um com curso convencional e outro com EAD o foco ficaria com o candidato que fez EAD. Mas então será que a retenção de alunos EAD em processos seletivos pode ser grande, e os “Presenciais” podem se beneficiar disso e “passarem” (serem aprovados) despercebidos num processo seletivo. Eu respondo: Podem!
tenho trajetória acadêmica de graduação e pós-graduação tanto na modalidade presencial quanto na modalidade EaD, o que me faz refletir sobre estas duas tendências de ensino-aprendizado não apenas como expectadora e entusiasta das tecnologias, mas como aluna que vivenciou os dois processos, em níveis distintos.
há vantagens e desvantagens nos dois modos de pensar e viver a educação, contudo, também há uma tendência nos cursos de EaD a reproduzir o que historicamente julga-se correto no ensino presencial.
a tentativa de presencializar o EaD, prescindindo do estabelecimento de uma cultura própria, fundamentada no paradigma tecnológico que se propõe, embasado na construçao do conhecimento, na autonomia de busca e crescimento do estudante, elementos fudantes da proposta EaD têm de ser contempladas.
A USP é apenas um caso em que o EaD não “deu certo” pois, conforme relata a reportagem, os alunos equivocaram-se acreditando que a não-presença física no espaço escolar significaria ausência de comprometimento.
Não creio que trate-se de uma necessidade de vigiar a produção, e sim de falta de compreensão do processo de ensino-aprendizado proposto.
tal qual o presencial, o EaD tem de ser reconhecido como uma modalidade de ensino, e não como uma facilitação para a obtenção de um diploma, contudo, o processo de valorização e credibilidade do EaD depende de iniciativas sérias, de professores/tutores comprometidos, de instituiçoes e órgãos de classe que o defendam e lutem por um ensino de qualidade para a formação dos profissionais, para além da culpabilidade de inadequação e equívoco dos estudantes.
As pessoas entram nos cursos a distancia sem conhecer as exigências para essa modalidade. Acham que é fácil e por não estar presencialmente, podem fazer o curso sem maiores preocupações, quando “der tempo”, o que na prática, se não houver planejamento e comprometimento, não vão conseguir cumprir as exigências do curso.
A #59 patricia afirma que USP é apenas um caso em que o EaD não “deu certo”. acredito que o equívoco, como descrito no meu último comentário se deve principalmente devido a proposta inadequada da equipe de marketing da USP. a Patrícia termina o comentário com
“para além da culpabilidade de inadequação e equívoco dos estudantes.” Concordo com ela, esta questão está além dos estudantes!
pois é tiago!
edgard morin, ao falar dos paradigmas utiliza a metáfora dos rios, que têm de confluir e acabam por caminhar juntos até que se modifiquem e emerjam como um novo produto.
creio que o EaD está neste momento de caminhar junto, onde se estabelecerão os espaços de inserção.
porém, esta não é uma ação isolada.
não foi a ação da caneta de ministros que imputaram a forma de ensino às instituições que resolveu o problema do acesso à educação de qualidade, uma das idéias originais.
é preciso analisar que há questões financeiras envolvidas: do lado das instituições que os oferecem, os centros EaD reduzem os custos a médio-longo prazo a manutenção dos cursos; do lado dos alunos, o valor da mensalidade tb é menor.
aliando a expectativa financeira a uma modalidade educacional em processo de construção e organização paradigmática, a luta tem de ser pela qualidade e qualificação do EaD e não pela simples culpabilidade, pois esta ação torna estéril a discussão dos elementos fundantes da educação.
Patricia aprecio o modo de expor seus argumentos, eles são baseados em bons autores e apresentam preocupações com as políticas da EaD. De acordo com os avanços da EaD em outros paises, a Cingapura por exemplo, o apoio do governo foi essencial, acreditar que o desenvolvimento do pais tem como base a educação permitiu à Ead crescer rapidamente, pois ela foi o meio para facilitar a educação de qualidade. Como você mesma argumentou “a luta tem de ser pela qualidade e qualificação do EaD”, ou seja, a educação como meio fundamental para a melhoria da qualidade de vida, DEVE ter qualidade.
Para os desinformados o EAD parece mais fácil pois as atividades podem ser acessadas a qualquer momento de qualquer lugar. Ledo engano. O EAD têm ferramentas que restringe os prazos de entrega de tarefas, trabalhos e atividades. Quando este prazo se encerra, acabou. Não tem aquela que “eu posso entregar amanhã” ou me dar mais uma chance etc. Além disto, exige dedicação e muito empenho como qualquer outro tipo de curso presencial.
Segundo Rena Palloff e Keith Pratt(2004,p.25-35)o perfil do aluno virtual de sucesso não deve ver o curso como “a maneira mais leve e fácil” de obter créditos ou um diploma. Certamente muitos dos desistentes cometeram esse erro não acham????!! Comentem por favor.
Concordo com vc Antonio Carlos, a dedicação e empenho são necessários como em tudo que queremos fazer bem feito e com bons resultados, porém conheço cursos onde o ritmo do aluno é respeitado sendo mais flexível os prazos para entrega das tarefas,considero o curso excelente inclusive por essa flexibilidade e respeito.
Acredito que a educação à distância vem surpreendendo a muitos, existem discentes que visualizam essa modalidade de ensino de forma equivocada” dita” fácil….mas as suas ferramentas de trabalho são complexas e exigem dedicação em busca do aperfeiçoamento.A EAD incentiva a leitura constante e a busca do auto estudo, havendo necessidade de disponibilizar um tempo diário para esse fim.
Tiago, minha ênfase não foi sobre o “vigiado e cobrado”, mas sim na necessidade de autodisciplina para um curso a distância. Também sou professora e sei que contribuímos com grande porcentagem no processo de ensino-aprendizagem e não podemos ficar parados no tempo, mas temos que buscar capacitação para utilizarmos as novas tecnologias em aula, deixando-as mais interessantes e produtivas, seja para alunos virtuais ou presenciais.
Cláudia, agora entendi melhor seus argumentos. Encontrei uma enquete no site http://www.anated.org.br/ que pergunta:
- O que é mais importante para o tutor?
A resposta está com mais de 62% na formação continuada.
Gostaria de encontrar muitos professores que se comportam da maneira como argumentam, que fazem o que acreditam ser necessário para melhorarem sua prática profissional, em especial na área e docência em EaD, na qual a melhoria contínua dos métodos de ensino é essencial para ficar no mercado.
Um abraço
A questão é que da mesma forma que um professor da educação presencial precisa pensar em como “prender” a atenção da turma, em como deixar a disciplina mais interessante para os alunos, os profissionais da educação à distância também precisam ter essa preocupação e, nesse caso, com uma atenção redobrada, afinal, o comprometimento [e o interesse] do aluno de EaD precisa ser muito maior.
11:52
Pois é, e ainda dizem que a qualidade da EaD não é boa…
Essa é a prova, pessoas ingressam nessa modalidade achando que será mais fácil, mas se deparam com uma característica essencial… a autonomia, saber organizar o tempo e estudar muito!