Três das maiores instituições de ensino de graduação a distância vão ter que reduzir consideravelmente seus tamanhos. A primeira supervisão feita pelo Ministério da Educação (MEC), em quatro centros de ensino superior que se dedicam a esse tipo de ensino, revelou que todas têm problemas que vão de falta de coordenadores a pólos de atendimento sem a menor infra-estrutura. Juntas, as quatro instituições – Universidade do Oeste do Paraná (Unopar), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi) e Faculdade Educacional da Lapa (Fael) - concentram 46,6% dos 551.860 alunos hoje matriculados em cursos a distâncias de instituições privadas de ensino. “>Apenas a Unitins, que hoje tem 92 mil alunos, possui, associada com a Fael, 1.494 pólos de atendimento de ensino a distância. Desses, 1.240 vão ter que ser fechados. Na Uniasselvi, 60 dos 93 pólos também serão encerrados. Veja a lista completa
“São pólos irregulares. Essas instituições cresceram muito rápido e sem atender às referências de qualidade”, afirmou o secretário de ensino a distância do MEC, Carlos Bielschowsky. A supervisão encontrou, nas três instituições, centros sem qualquer infra-estrutura, como computadores em quantidade suficiente, coordenadores pedagógicos e bibliotecas a disposição dos alunos. Também a avaliação foi considerada falha.
Além de fecharem centros, Unitins, Fael e Uniasselvi terão que consertar os outros problemas nos pólos restantes. Também os vestibulares estão suspensos até segunda ordem do MEC. Novos centros só poderão ser abertos depois de cumpridos os termos de um acordo de saneamento assinado com o ministério. No entanto, os pólos ainda devem funcionar por algum tempo, até que os atuais alunos terminem seus cursos.
Até agora, a única das quatro instituições que assinou o acordo foi a Unopar. Apesar dos problemas, o MEC considerou razoável a estrutura da instituição, única que não precisará fechar nenhum dos seus 357 centros. No entanto, a Unopar terá que diminuir em cerca de 15 mil as suas vagas nos próximos vestibulares, limitando-as a 35 mil. Também terá que contratar coordenadores pedagógicos para os pólos de ensino, rever o material didático e o sistema de avaliação.
“Nós fazíamos uma avaliação geral de todas as disciplinas. Agora, provas separadas e baseados nas avaliações do Enade (Exame Nacional de Desempenho do Estudante)”, explicou Elizabeth Laffrandi, reitora da Unopar. “Nós começamos com a educação a distância em 2003. Na época ainda não havia um referencial, que só foi criado em 2007. Já tínhamos feito uma auto-avaliação e sabíamos das deficiências. Estamos corrigindo-as”.
Em uma nota, a Uniasselvi afirmou que está preparando as mudanças exigidas pelo MEC e justifica as deficiências pelo fato de ter sido criada em 2005, dois anos antes de a atual legislação entrar em vigor. “Todas as novas adequações exigidas pelo MEC serão realizadas pela instituição no próximo ano”, diz a nota. Procurada pelo Estado, a Unitins não retornou as ligações até o início da noite de ontem.
As quatro instituições foram as primeiras a passar pelo crivo do MEC, mas não serão as únicas a terem de se adequar. Já está nas mãos dos técnicos do ministério o relatório de outras quatro instituições. Entre elas, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), que iniciou na área há menos de três anos e já tem mais de 75 mil alunos em pólos espalhados por todos os Estados do País.
Também estão com relatórios prontos a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), que atua em 21 Estados e já tem 46,3 mil alunos, a Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro, com pólos em 21 Estados e 28,2 mil alunos, e a Universidade Cidade de São Paulo, com 9 mil estudantes. Até fevereiro do ano que vem, o ministério pretende já ter supervisionado 80% das 109 instituições que oferecem ensino a distância. Dessas, 49 são privadas.
Os alunos que já fazem ead pela Unitins o que acontece??
Olá Graziela,
Os alunos que já estão cursando tem o direito garantido de terminar o curso. Pode ficar tranquila.
Abraço.
Werciley Silva
Olá pessoal,já fiz um 4 cursos on-line, que me acrescentaram muito, talvez, até mesmo mais do que na faculdade, pois apesar de ser à distância, foram conteúdos que são usáveis em sala de aula.E estou cursando pedagogia on-line,e estou adorando.Penso que vigiar, impor regras, legalizar,etc,sim, más desativar NÃO.Se não fosse a EaD, eu jamais teria tido condições, tanto no quisito tempo, como no quisito financeiro de ter cursado 6 cursos ao mesmo tempo.Não é maravilhoso?,poder cursar, poder se atualizar,sem sair de casa, sem ter que se preocupar a onde vai ter que deixar o seu filho?, e muitas outras coisas, que impendem de um(a) profissional de se aperfeiçoar.Agora, se queremos falar em aproveitamento, frequencia, é só falarmos então na tal da TELESSALA do governo, é pois ela não exige presença, está é flexível.As provas parciais precisam ser apenas 50% realizadas para o aluno ter direito à prova geral/final.E aí?, está bom esse tipo de ensino?.
Olá! Já estive em faculadade presencial particular e estadual gratuita. Agora, cursando a distância percebo que o conteúdo não é menor do que no curso presencial, a necessidade de dedicação é a mesma , a dificuldade ainda é maior porque precisamos desenvolver os temas sozinhos para depois questioná-los. E quanto ao custo, proporcional ao número de aulas não é mais barato do que o presencial. A minha opinião é que tanto no presencial quanto no ead só os dedicados conquistarão seu espaço, afinal o mercado de trabalho exige e, o MEC que faça sua parte em todas as modalidades de ensino,afinal
tem muito profissional ruim formado por Universidades supostamente conceituadas.
Adriana Burda Fernandes
Num mundo que nada é estático, tudo se forma e transforma. Tem que se dar graças pela oportunidade que a EAD esta dando a muitas pessoas, que podem ter formação de qualidade ao se dedicarem em seus estudos. Eu pergunto se o ensino a distancia nao fosse de qualidade nao teria em alguns cursos como o de pedagogia ter ficado melhor pontuado que cursos presenciais no ENADE? O Brasil tem que se empenhar mesmo, dando o valor merecido aos cursos a distancia. Eu conheço a metodologia da Uniasselvi, é otima.
Pelo jeito a patricinha ali em cima “Juliana Costa” está com dor de cotovelo por que apesar de frequentar durante vários anos a faculdade presencial, por falta de capacidade vai acabar tendo sua vaga tomada por uma pessoa que se formou no sistema EAD.
Ela é filhinha de papai com certeza e pode frequentar um curso integral. Nós cursamos EAD porque trabalhamos o dia inteiro para sustentar nossas famílias; e vem essa folgada
pra cá dizer que o sistema EAD não tem qualidade.
Se você fosse inteligente e tivesse aprendido alguma coisa na sua faculdade “presencial” não teria dito o que disse.
E lembre-se: estou apenas defendendo as pessoas que trabalham e com muito esforço conseguem cursar uma faculdade, seja pelo sistema EAD ou não.
Bom dia. Sou aluno de pedagogia no período 3 aqui em Fortaleza,e ando muito preoculpado com essas notícias de fechamento de alguns polos, pois aqui não temos notícias de como anda a tramitação junto ao mec. Gostaria que se alguém puder me informar ficarei muito grato.Abraços.
eu acredito que a diferença entre a faculdade tradicional e a
ead a unica diferença é metodologia de ensino, nas faculdades presencial que tem aulas todos os dias com professores não diferencia com a qualidade ead pois o professor tem a função de interpretar a materia o aluno tem que se esforçar em aprender, quando nas fuculdades presencial como ead tem bons e maus alunos. seram bons profissionais ou maus profissionais o resultado disse é vocação e esforço de cada um.
ESSAS QUESTÕES DE CONTRA AO ENSINO EAD POR PARTES DE MUITOS O QUE ESTA POR TRAZ SÃO QUESTÕES PURAMENTE DE COMPETITIVIDADE, OU SEJA MUITAS INSTITUIÇÃO SE SENTEM AMEAÇADAS COM O GRANDE NUMERO DE PESSOAS ADERINDO A ESSE TIPO DE ENSINO.
ESTOU PREOCUPADA COM A NOTICIA,ESTOU CURSANDO PEDAGOGIA NO POLO DE FRANCA ESSE FECHAMENTO DE POLOS PODE ATINGIR AQUI?
O governo conta com a EAD para formar o maior número de alunos com o menor investimento possível. O problema não é a EAD, mas sim a qualidade da Educação no Brasil. Ninguém tem a coragem de fazer a discussão sobre o que realmente é o problema.
É fundamental o MEC regulamentar e supervisionar, os cursos EaD como faz com os presenciais. E importantíssimo que os alunos fiquem atentos e tenham o cuidado de buscar cursos na Educação a Distância que estejam regulamentados.
O Ensino a Distancia tem mudado a cara do Brasil, esta modalidade vem facilitando a vida de muitos, inclusive a minha, porem acho corretíssimo o MEC acompanhar isto de perto e certificar da seriedade destas instituições.
Olá pessoal, fico muito animada que o MEC está supervisionando estas instituições e exigindo melhoprias em suas estruturas. Quem ganha são os alunos que com sacrificio pagam seus cursos e merecem serem assitidos adequadamente. Essas intituições tem ganhado muito dinheiro e por sua vez têm de melhorar sua infra estrutura para os alunos não ficarem neste jogo de empurra-empurra que são as secretarias destes cursos a distância. Percebo que os funcionários não são treinados adequadamente, por isso não conhencem as inter-faces na instituição dando a maior canseira no discente.
6:41
Bom dia, estou de pleno acordo com esta revisão que está sendo feita pelo MEC, sou acadêmica de admnistração em uma faculdade particular e frequento as aulas regularmente e vejo a diferença do ensino, na minha cidade tem Uniasselvi, e percebo a diferença no ensino, eles nao fazem esforço algum, eu tenho q viajar 90 km todos os dias até a faculdade a semana toda, e depois os acadêmicos dessas instituições acabam se graduando assim como eu e muitos outro q frequentam e pagam um preço bem maior pela qualidade do ensino, os mesmos ainda saem com o canudo e vão competir no mercado de trabalho, as vezes tirando a vaga de muitos recém formados que se sacrificaram 4 anos.
Estou feliz com esta atença que o MEC está dispensando a esses cursos que veem se alastrando cada vez mais de forma desenfreada, e acaba causando indignação em muitos acadêmicos como eu.
Att,
Juliana Costa