EAD no Jornal Nacional – 30/04/2009 – Vídeo
Das 13 instituições analisadas até agora, todas apresentaram problemas. Elas representam 12% do total, mas concentram 61% dos estudantes de graduação a distância.
A multiplicação de cursos de nível superior também é motivo de preocupação. O repórter Alan Severiano da Rede Globo mostra que, em alguns casos, falta qualidade.
Uma visita surpresa: o primeiro passo para avaliar a saúde do ensino a distância. Os 180 inspetores do Ministério da Educação têm a missão de fazer este ano o diagnóstico de todas as instituições que oferecem esse tipo de curso superior.
Numa universidade em São Paulo, a biblioteca e o laboratório de informática foram reprovados. “Eu acho que aqui precisa aumentar o número de computadores” Veja a matéria apresentada no Jornal Nacional:
Para se ajustar, a universidade vai ter que melhorar as instalações. A avaliação começou pelas instituições com maior número de alunos. Das 13 analisadas até agora, todas apresentaram problemas. Elas representam 12% do total, mas concentram 61% dos estudantes de graduação a distância. Veja a matéria apresentada no Jornal Nacional
“Ao MEC, só interessa a oferta de educação a distancia de qualidade. Isso é um ponto pacífico e claro para a gente”, afirmou Carlos Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC.
Márcia Rodrigues é estudante de Pedagogia da Fael, Faculdade Educacional da Lapa, do Paraná, reclama que os professores demoram muito para tirar dúvidas mandadas por e-mail.
“Demora de 15 a 20 dias para vir uma resposta. Quando ela volta, já passou a sua dúvida e você já tem mais outras”.
Sônia Martins desistiu de fazer Serviço Social na Fundação Universidade do Tocantins, a Unitins. “A faculdade não dava o suporte que o aluno precisava. Achei o material super-ruim, fizemos diversas reclamações, não fomos atendidas, então acabei desistindo da faculdade”.
Em Palmas, onde fica a sede da universidade, os alunos também reclamam. “Nós não temos biblioteca, não temos laboratório”, lista uma aluna.
O crescimento sem controle dos cursos de educação a distância é uma das explicações para as queixas sobre a qualidade do ensino. Nos últimos cinco anos, o número de alunos da Unitins pulou de seis mil para 92 mil. A segunda maior universidade de educação a distância do país virou a primeira em número de irregularidades.
O MEC constatou falta de infraestrutura. O número de alunos por professor passava de mil em alguns cursos, quando o recomendado internacionalmente, segundo o MEC, é 130.
Ainda segundo o MEC, a Unitins deveria se responsabilizar por toda a parte acadêmica, o que não ocorre. Parte dos tutores de sala foi subcontratada por uma empresa parceira, a EADCOM, configurando-se uma situação irregular.
Numa carta à TV Globo, a direção da EADCOM afirma que o projeto de parceria está funcionando segundo o que foi aprovado pelo MEC em 2004, portanto não há ilegalidade. Diz que o MEC mudou as regras em 2007 e que a EADCOM está disposta a fazer as modificações necessárias. Por sugestão do MEC, a Unitins suspendeu novos vestibulares.
O Ministério Público luta para que os alunos deixem de pagar mensalidades. “Ela é uma instituição pública de ensino. E, por isso, o ensino tem que ser gratuito”, afirmou Ludmila Junqueira, do Ministério Público Federal.
A reitora Jucylene Borba diz que a cobrança de mensalidade não é ilegal, já que a faculdade é fundação pública de direito privado. Mas promete rever a parceria e tornar o ensino gratuito.
“Nós precisamos, enquanto Unitins, ter o controle acadêmico, todo o controle de dados, todo o controle de orientação metodológica do ensino que é ofertado. O interesse governamental é de ofertar um ensino de qualidade. Se para ofertar um ensino de qualidade for necessário fazer as alterações que o Ministério da Educação está recomendando, que a gente melhore, que a gente aprimore, nós vamos fazer”.
Num acordo firmado esta semana com o MEC, a Unitins se comprometeu a não matricular novos estudantes com cobrança de mensalidade e vai transferir os atuais alunos para outras instituições credenciadas a partir de julho.
Das outras 12 universidades com problemas, cinco assinaram acordos para corrigir as falhas. Sete ainda discutem uma solução com o governo.
“As instituições estão mudando os seus procedimentos para que elas possam atingir os patamares de qualidade exigidos pelo mec. Caso contrário, elas não vão poder continuar operando”.
Para garantir qualidade, o ensino a distância deve ter, segundo o MEC, pólos com profissionais capacitados, computadores ligados à internet e biblioteca, além de material didático diversificado, sobre todo o conteúdo do curso. Professores precisam estar sempre disponíveis para tirar dúvidas e as provas têm que ser feitas na sala de aula.
Antes de se inscrever, o aluno deve checar se a instituição é credenciada pelo MEC.
O professor Sérgio Nedici de Eston, coordenador do curso a distância da USP, dá outra dica para identificar um bom curso. “É qualidade do material didático. Tem que ser padrão livro de ótimo nível”.
Combater os cursos ruins é o caminho para diminuir o preconceito. Em São Paulo, o Conselho Municipal de Educação vetou a contratação de professores formados a distância. A associação dos estudantes protesta.
“As leis federais que garantem a educação a distância não discriminam o aluno presencial e o aluno à distancia. É um mito, um preconceito, que nós precisamos derrubar inclusive no poder público”, declarou Ricardo Holz, da Associação de Alunos de Educação a Distância.
Os números do Enade, o exame que avalia os estudantes de graduação, são favoráveis aos alunos à distância. Na comparação com os presenciais, eles tiraram notas melhores em sete das 13 áreas analisadas.
“O curso a distância é o futuro da educação, seja para apoiar a educação presencial, seja para permitir que seja feita uma educação simplesmente nessa modalidade”, disse Stravros Xanthopoylos, diretor executivo da FGV-on line
Para a dentista Maria Cecília Vendolo, esse é o presente. Ela viu no curso de especialização on-line da Universidade Federal de São Paulo mais do que uma oportunidade de se atualizar.
“Você conhece pessoas de outras partes do Brasil, estados distantes. Acho que essa interação é muito interessante, é uma troca de experiências. Nós temos que pegar a globalização e pegar o que ela tem de positivo”.
A Fael, mostrada na reportagem, prometeu resolver as falhas do plantão de dúvidas. Das sete instituições que estão em negociação com o governo, a Fatec Internacional, a Facinter, a Uni-Cid, a Ulbra, a Uni-Ube declararam que vão seguir as recomendações do MEC.
A Unit e a Univali afirmaram que ainda não receberam a convocação para fazer os acordos. Nesta sexta, você vai ver como a educação a distância está abrindo oportunidades de trabalho
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A TV na EAD – Jornal Nacional
Jornal Nacional EAD – Hoje 27/04/2009
Unitins pode ter EAD, desde que seja gratuito.
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4 de maio de 2009 at 8:50
[...] A segunda maior universidade de educação a distância do país virou a primeira em número de irre… [...]
4 de maio de 2009 at 15:07
Sou estudante do curso a distancia de letras da ulbra,e gostaria de saber que tipo e quais são os problemas identificados nessa universidade???
Obrigada
7 de maio de 2009 at 17:23
Boa tarde. Sou estudante do curso à distãncia de SERVIÇO SOCIAL no CA-ITAPUÃ SALVADOR-BA. Gostaria de saber,ja que não poderia ser paga ,o dinheiro será devolvido?qdo transferido,o curso será do início ou contínuo? continuará sendo pago ou gratúito?
11 de maio de 2009 at 12:45
-Boa tarde!sou estudante do curso à distância de Serviço Social da UNITINS/USPMG no(CA-Sete Lagoas-MG).Gostaria de saber se ela esta regular e dentro das normas pelo MEC? estou com as mesmas dúvidas da Geni Souza Santos de Salvador: já que é uma instituição gratuita,as mensalidades que já foram efetuadas serão devolvidas? continuarei ter que pagar se estou regular com as mensalidades,já que mim formo agora em julho de 2009? E se o aluno inadiplente que esta com as matriculas pagas, mais as mensalidades atrasadas? O que devo fazer para lutar pelos meus direitos, quanto esta situação já que foi vinculada no momento presente? Pois quando prescisamos de resolver algumas situações pendente de dentro do polo quanto a falta de infra estrutura eles demoram muito para dar um parecer e quando é resolvida já não adianta no momento! pois estou cursando desde o ano de 2006 e está muito fraca nossa infra estrutura no polo. Agradeço se mim responderem.
11 de maio de 2009 at 14:10
Boa tarde!Sou estudante do último período de pedagogia na Eadcon em Três Rios.Gostaria de saber ,se as mensalidades pagas vão ser ressarcidas?
14 de maio de 2009 at 16:53
14 de maio de 2009
Sou aluna da UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ (UNOPAR)e gostaria de saber se ainda hoje esta não está sendo aceita?
obrigado,
ana
6 de junho de 2009 at 10:44
[...] EAD no Jornal Nacional – 30/04/2009 – Vídeo [...]
19 de junho de 2009 at 22:53
posso fazer o curso de pedagogia nessa faculdade sem medos e receios?
16 de julho de 2009 at 14:27
Gostaria de saber se os cursos de pós-graduação da FINOM – Faculdade do Noroeste de Minas, são aceitos pelo MEC e recomendados por quem faz, já fez ou conhece a instituição?
19 de julho de 2009 at 12:36
Gostaria de saber se os cursos de pós-graduação da FINOM – Faculdade do Noroeste de Minas, são aceitos pelo MEC e recomendados por quem faz, já fez ou conhece a instituição?
28 de agosto de 2009 at 11:34
Fiz o curso normal superir pela vizivale e iesde a 4 anos e até agora nada de diploma… isso é uma vergonha.
6 de setembro de 2009 at 15:52
sou estudante do curso a distancia de historia da finom,e gostaria de saber que tipo e quais são os problemas e identificados nessa universidade?
18 de novembro de 2009 at 17:23
EAD veio para ficar. Tudo depende da qualidade do curso. Até a pouco, eu fazia duas pós em duas escolas diferentes. As diferenças são grandes.
Eu fiz o curso de pós graduação à distância da Uninter (Fatec Internacional) e posso afirmar que os caras não são sérios. Algumas situações são bizarras. Não tem material didático, nem projeto pedagógico, os assuntos são abordados de forma superficial e a administração interna deles é horrível. As provas são ridículas (você tem que se esforçar para não passar). Você pode até comprar um diploma lá, mas duvido que o mercado aceite seu título (pelo contrário, acho que “queima” o profissional). Eu acabei desistindo do curso e estou pedindo meu dinheiro de volta.