Ensino a distância sofre resistência – Preconceito
Mais de 18 mil alunos de cursos de educação a distância de instituições particulares e públicas sofreram preconceito por terem optado por essa modalidade de ensino, segundo levantamento da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), que recebe as denúncias desde 2007. São casos de discriminação por alunos de cursos presenciais, dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos – mesmo os autorizados pelo Ministério da Educação -, dificuldades para conseguir estágio, para obter o registro profissional e fazer inscrição em concurso. Hoje há no Brasil mais de 2,6 milhões de alunos em 1.752 cursos, segundo o Censo de Educação a Distância. No início do mês, a ABE-EAD entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra o Conselho Nacional do Ministério Público. Por meio da resolução nº 40, de maio deste ano, o conselho dizia que só diplomas de cursos presenciais seriam aceitos para o Ministério Público. A conclusão deve sair nas próximas semanas.
Além do conselho, outros órgãos veem problemas no ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade para estágio é, segundo a presidente do conselho, Ivanete Boschetti, culpa da estrutura da educação a distância, que prioriza a “quantidade em vez da qualidade da formação”. “O mercado não absorve esse número de estagiários.” Em junho de 2008, o Conselho Federal de Biologia publicou resolução proibindo o registro para profissionais com diplomas de ensino a distância. Segundo o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, qualquer medida contra o aluno formado por instituições credenciadas pelo governo é ilegal. “Entramos com as medidas legais e eles vão sofrer a penalidade da lei.” Segundo a vice-presidente do conselho, Inga Mendes, o MEC propôs a criação de um grupo para discutir a questão, mas não houve retorno. A resolução ainda vigora.
SÃO PAULO – Neste ano, a ABE-EAD iniciou uma discussão com o Conselho Municipal de Educação que, por meio de deliberações de 2004, vetou a participação de professores formados a distância em concursos públicos. Em junho, foi deferida liminar a favor dos alunos, classificando a posição da prefeitura como discriminatória. No caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil/dia. A Prefeitura de São Paulo recorreu. Na rede estadual, circular da direção de ensino de Itapetininga repudia a atribuição de aulas a docentes formados a distância. O secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que não tinha conhecimento do caso e que verificará a situação. Foi marcado encontro entre ABE-EAD e governo.
Fonte: O Estado de São Paulo, 03/11/2009 – São Paulo SP
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3 de novembro de 2009 at 11:37
Eu mais sou uma vitima do preconceito; estou cursando serviço social da unitins
3 de novembro de 2009 at 16:30
Já os defendi durante o período que estudei,agora em 2009 também sei dizer o que é discriminação,preconceito,pois é o que estou vivendo perante a Ead,Unitins etc.
4 de novembro de 2009 at 8:30
Absurda a discriminação! Se a LDB e legislação complementar permite a modalidade, qual é a base desse preconceito? Desde quando o ensino presencial é sinônimo de qualidade no Brasil? Basta dar uma rápida olhada em redações de alunos oriundos de escolas públicas do ensino médio… o que os conselhos acham disso?
6 de novembro de 2009 at 13:59
Estamos tambem enfrentando esse tipo de discriminação no Curso de Serviço Social ofertado pela universidade Norte do Paraná. O que não entendemos é que o assunto não está sendo direcionado eticamente, pois a mesma classe que afirma que o cidadão é sujeito de direitos está discriminando uma modalidade de ensino que é totalmente legalizada pelo Ministério da Educação. Concordo que as Universidades EAD tem que buscar atender todas as normas que o MEC exige. Cabe então ao aluno de posse disso, procurar aproveitar o máximo do que o curso oferece. O sol nasceu para todos independente de como seus raios se incidam…