“Os outros trazem opinião. Nós trazemos números”. Foi com essa frase que um sempre sorridente Fredric Litto anunciou, no final da tarde de segunda, 28 de setembro, a divulgação doCenso EAD.br, publicação que traz os números mais recentes do setor no Brasil, referentes ao final de 2008. Logo na abertura do Ciaed, na noite anterior, o presidente da Abed já havia destacado o dado que, em sua opinião, era o mais surpreendente. “Nosso estudo revela um índice médio de evasão, somadas todas as instituições e segmentos, de 18,5% na EAD. O próprio Inep aponta a evasão média de 58% nos cursos de graduação presenciais. E, atenção, nas universidades públicas, esse índice ultrapassa os 70%… Alguma coisa no presencial não está funcionando… Ou funcionando pior do que nos cursos a distância. Acho, inclusive, que esses dados deveriam ser estudados com afinco. Primeiro, para serem confirmados. E, segundo, compreendidos”, disse Litto.
Outros dados do Censo merecem destaque, como, por exemplo, a distribuição dos 2.648.031 matriculados em EAD no país, nos 1.752 cursos oferecidos, entre credenciados e cursos livres. “O estudo mostra que 37% deles estão na pós-graduação, 26,5% na graduação e 34,6% em cursos tecnólogos ou de complementação pedagógica. No cenário Brasil, 80% dos alunos EAD estão no Sudeste. E 53,4% são do sexo feminino”, anunciou o presidente da Abed. Ainda segundo a pesquisa, no Norte do país é verificado o maior índice médio de evasão (27,8%). E o menor está no Sul, com 14,8%. No Sudeste, 80% dos estudantes EAD estão matriculados em instituições particulares. No Norte e Nordeste, ocorre o contrário: 80% estão nas instituições públicas. Por isso mesmo, aponta o estudo da Abed, é crescente o interesse de grupos internacionais em investirem na EAD nestas regiões onde, considera-se, existe uma demanda reprimida, que aguarda ser atendida.
O otimismo daqueles que atuam na EAD também foi abordado por Litto. “Devo lembrar que a apuração desses dados foi concluída no final de 2008, auge da crise da economia internacional. Apesar disso, 23% dos dirigentes dessas instituições afirmaram ter a intenção de investir ainda mais na modalidade em 2009. O que nos faz vislumbrar a continuidade do crescimento expressivo já verificado no setor. Vejam só: somente em 2008 foram lançados 269 novos cursos EAD no país, número 90% maior do que os lançamentos verificados em 2007″, disse Litto. A grande mobilidade gerada pela modalidade é evidenciada no censo: 42% dos alunos matriculados em EAD estão em outro estado que não aquele de origem da instituição de ensino na qual estudam. Por falar em alunos a distância, a maioria deles se concentra na faixa dos 30 aos 34 anos de idade.
Quando analisados em separado, esse é o retrato dos segmentos de ensino em EAD: o total de 2.648.031 alunos é formado por 1.075,272 matriculados em graduações e pós, 1.074.106 em cursos livres e 498.653 estudantes em iniciativas corporativas. A tendência de maior crescimento foi registrada no ensino superior e, levando-se em conta apenas graduações e de pós, as áreas com maior número de cursos são Educação & Pedagogia (552 ofertas), Administração, RH e Gestão (345), Computação & Tecnologia (118) e Direito (105).
Muito interessante saber que a evasão em EAD é menor que a presencial, isso só mostra como o ensino a distância vem se tornando pioneiro no país.
A educação a distância é uma modalidade de ensino crescente nas instituições de ensino e também nas organizações de trabalho de todo o mundo.
Porém, mesmo a flexibilidade e o apoio fornecido pelas NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação)à educação a distância não impediram taxas de evasão nesses cursos.
È preciso refletir sobre essa questão sob dois aspectos: se a evasão está relacionada a questões individuais do aluno e/ou ao desempenho do tutor.
Do tutor é exigido saber conduzir bem as discussões, ter conhecimento profundo do tema tratado, fornecer feedbacks rápidos e de qualidade aos alunos, abordar os conteúdos de forma didática.
Diminuir as taxas de evasão na educação a distância é um desafio para as instituições, dada a gama de fatores que se relacionam ao fenômeno. Porém, as pesquisas vêm trazendo direções concretas para as ações de prevenção do abandono do aluno. Cabe a nós trabalharmos e usufruirmos dos benefícios da modalidade!
Gostaria de completar minha visão de mundo sobre a evsão realizado no comentário anterior.Quanto ao aluno é exigido que ele seja disciplinado para cumprir os prazos estabelecidos, que tenha capacidade de administrar o seu tempo, que elabore planos de estudo, que tenha domínio das ferramentas tecnológicas, que seja persistente ao encontrar as dificuldades ao longo do curso, entre outros atributos.
Os cursos a distancia permitem um aprendizado mais capilarizado. Aprende-se através das pesquisas, um link leva a outro e este a outro. Isso torna o curso mais interessante, estimulante despertando a ” curiosidade” e assim a evasão tende a ser menor. Sem falar na flexibilidade de horario.
Os cursos a distancia permitem um aprendizado mais capilarizado. Aprende-se através das pesquisas, um link leva a outro e este a outro. Isso torna o curso mais interessante, estimulante despertando a ” curiosidade” e assim a evasão tende a ser menor, além do que o aluno pode buscar o melhor horario para o curso, aumentando sua produtividade. Por obvio que coloco aqui uma visão simplista do tema, porém estou iniciando meus estudos sobre EAD
Acredito que o aluno EAD desenvolve competências, habilidades e hábitos ao tempo de seu auto-estudo. Ele se torna responsável pela sua aprendizagem, pois não tem a participação em tempo integral de um professor tutor.
Hoje a flexibilidade e suas tecnologias do ensino a distancia, não impedem o crescimento da evasão dos alunos EADs.
Uma proposta para que isso não ocorra, o acadêmico tem que ter disciplina com os estudos, a capacitação dos professores/tutores para que possa auxiliar em ações que favoreçam no estar virtual, oferecer capacitações aos alunos para o acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e um tutor presencial para que possa auxiliá-lo em suas dúvidas frequentes. Sendo assim, temos que trabalhar utilizando todos os benefícios e tecnologias da modalidade à distância para que não ocorra a evasão dos alunos.
A EAD no Brasil está se destacando, por permitir a inserção social, por apresentar um desenvolvimento pessoal e social,profisisonal, que tantos desejam.
Acredito no Ead e na responsabilidade que traz aos alunos de buscar o conhecimento através das tecnologias a disposição de todos.
15:27
Acredito que havendo um compromisso muito sério e disciplinado em relação a estudos a distância, aprende-se muito nas salas de bate-papo e nas tutorias que devem funcionar dinâmicamente, pois o suporte tem que ser essencialmente ativo, sendo que os estudos autônomos levam à construção do conhecimento, o aluno realmente demonstra o que aprende, sem contar que estuda conforme uma necessidade de tempo própria. Já fiz e recomendo cursos on-line.