O novo sistema de formação de professores lançado nesta sexta-feira pelo Ministério da Educação (MEC) terá R$ 1 bilhão em 2009 para ajudar estados e municípios a executarem seus planos estratégicos.
O principal objetivo é ampliar o número de professores e melhorar a qualidade da formação desses profissionais. O sistema está apoiado unicamente em instituições públicas de ensino superior ou tecnológico e inclui a formação inicial e a continuada desses profissionais.
- Nós sabemos que há instituições particulares que são boas formadoras, mas infelizmente é a minoria. As boas instituições formadoras, pelos indicadores de qualidade, são as públicas. E são elas que tem que assumir, via fomento, a responsabilidade por formar mais professores em cursos de qualidade comprovada.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) será responsável por fazer o repasse dessa verba às universidades.
Segundo Haddad, a expectativa é que pelo menos 20 estados estabeleçam até dezembro um diagnóstico da demanda de professores necessários para atender a sua rede, além de metas qualitativas e quantitativas para essa formação.
O principal foco é atingir os cerca de 300 mil professores que atuam hoje nas escolas públicas sem nenhuma graduação e outros 300 mil que são formados em outras áreas que não a pedagogia ou a licenciatura. São os chamados “professores leigos”, que não tem formação específica para atuar em sala de aula. De acordo com o secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsy, essa 600 mil vagas devem ser atingidas em três anos.
Bielschowsy explicou que as universidades podem optar por incluir uma reserva de vagas nos cursos de pedagogia e licenciatura para professores que já atuam nas escolas públicas mas não têm ensino superior. Segundo ele, a Bahia já começou a elaborar seu plano e prevê 42 mil vagas de formação de professores em 10 instituições. Na Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, 3 mil delas serão reservadas para esse público.
A minuta do decreto que criará o novo sistema prevê ainda que a formação inicial de professores seja feita prioritariamente em cursos presenciais. Mas, em alguns casos, os profissionais serão formados por cursos de graduação à distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Vieira, defende que a formação seja feita em cursos presenciais.
- Como nós temos sérios problemas na educação brasileira, a Capes adotou essa conceituação do ‘preferencialmente presencial’ e nós achamos que é um avanço. Mas enquanto outras profissões não aderirem à formação inicial à distância, com cursos para engenheiros, advogados, isso significa um arranjo apenas para a educação – criticou.
Na formação continuada, ou seja, cursos de atualização e aperfeiçoamento, a categoria não vê problemas em utilizar a modalidade à distância.
O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, explicou que nesses casos o processo é semi-presencial.
- A UAB tem pólos e eles são presenciais, então não é uma educação exclusivamente à distância, você tem treinamento presencial também. É uma educação semi-presencial – aponta.
Agência Brasil
LENDO ESSA NOTÍCIA VEJO O QUANTO O ESTADO DE SAO PAULO ESTA À FRENTE, POIS ANTES DE EXPIRAR O PRAZO DE DEZ ANOS DA LDB, PARA QUE TODOS OS PROFESSORES (ALFABETIZADORES) TIVESSEM CURSO SUPERIOR, O GOVERNO DO ESTADO PROPORCIONOU A TODOS OS PROFESSORES EFETIVOS DE 1ª A 4ª SÉRIE A FORMAÇÃO DE NÍVEL SUPERIOR, DE FORMA SEMI-PRESENCIAL, ISSO TUDO SEM CUSTOS PARA OS PROFESSORES. POUCO TEMPO DEPOIS, ESSE PRAZO QUE CONSTAVA EM LEI, FOI MODIFICADO PELO ATUAL PRESIDENTE, TEMOS ESSE PANORAMA: EM PLENO SÉCULO XXI PROFESSORES LEIGOS MINISTRANDO AULAS PARA OS FUTUROS CIDADÃOS BRASILEIROS!!!
LEMBRO-ME QUE NO PARANÁ HÁ MUITOS, MUITOS ANOS ATRÁS TÍNHAMOS PROFESSORES CHAMADOS LEIGOS, QUE DAVAM AULA APENAS COM A 4ª SÉRIE, MAS QUE TAMBEM FIZERAM UM CURSO, COMO AQUELES DO ANTIGO INSTITUTO MONITOR, POR CORRESPONDÊNCIA PARA TEREM O TITULO DE PROFESSORES NORMALISTAS. MAS ISSO JÁ SE VÃO MAIS DE 30 ANOS!!!
ESSE É O BRASIL, ESTADOS QUE PRIORIZAM MAIS A EDUCAÇÃO, INVESTEM MAIS, TEM MAIS UNIVERSIDADES… OUTROS QUE AINDA TÊM PROFESSORES, QUE NÃO TEM O CURSO DE PEDAGOGIA OU O NORMAL SUPERIOR!
Tenho licenciatura curta (diploma em Estudos Sociais) formação esta que me licenciava a lecionar Hitória e Geografia para o Ensino fundamental. Só que com a mudança da legislação, perdi o direito de concluir a licenciatura plena. Agora desejo como posso voltar a estudar neste programa de incentivo, uma vez que lecionei por 5 anos, mas no momento não leciono?
Grata
Certamente o mestrado á dsitância, vai ajudar bastante, estou a espera de um mestrado em Educação, á distância melhor ainda.
Realmente,fico feliz em saber que já está sendo implantado o mestrado á distancia, vai sanar muitos problemas para nós educadores que sonha em dar continuidade em nossos estudos, principalmente sabendo da excelente qualidade de ensino que estamos recebendo com o ensino a distancia.
Nesse artigo podemos observar como é difícil ainda a aceitação dos cursos EaD. Pois com um número grande como esse de professores a serem qualificados, a melhor forma de atender esse público de forma rápida, com menor custo e com flexibilidade de horários seria a EaD, contudo a CNTE justifica a necessidade de os cursos serem presenciais, de uma forma, eu diria, no mínimo ingênua: “Como nós temos sérios problemas na educação brasileira, a Capes adotou essa conceituação do ‘preferencialmente presencial’ e nós achamos que é um avanço”. Ou seja, nem o sistema de educação acredita nele mesmo!
9:39
Realmente está precisando de incentivo a formação de professores no Brasil.
Vamos aguardar e ver como vai ser.
Mila Freitas – MS