Uma das novidades tecnológicas que o MEC planeja levar às escolas de todo o Brasil é a lousa eletrônica – composta de uma caneta e um receptor, que devem ser acoplados ao projetor Proinfo (equipamento com computador e projetor ofertado pelo MEC aos estados e municípios). O registro foi feito pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá, nesta quinta ( 22 ) durante pronunciamento no plenário do Senado.
Segundo Jucá, além da lousa eletrônica, o leitor em braile também fará parte dos equipamentos tecnológicos que o MEC pretende instalar em todas escolas brasileiras. A lousa eletrônica está em processo de licitação para compra no FNDE.
- Tanto a lousa quanto o leitor em braile são equipamentos que irão contribuir substancialmente com a melhoria do ensino brasileiro; pois facilitam a vida do professor e dos alunos . Sem dúvida vou trabalhar para levar estas facilidades tecnológicas para Roraima – disse Romero Jucá.
O protótipo do leitor em braile, permitirá que alunos com deficiência visual escrevam e ao mesmo tempo ouçam o que escrevem. A ferramenta tem uma câmera digital que captura as imagens de um livro ou jornal, por exemplo, e transforma a imagem em texto em braile, gerando o áudio correspondente. Por meio de um visor, o professor poderá acompanhar o trabalho do estudante. O protótipo, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está em fase de testes e deve estar pronto em seis meses.
Novo modelo de compras economiza recursos e permite mais investimento nas escolas públicas
Jucá também elogiou durante seu pronunciamento no Senado, o novo modelo de compras adotado pelo MEC que permitiu economizar em dois anos, R$ 866 milhões na compra de equipamentos para escolas.
O orçamento do Ministério da Educação (MEC) passou de R$ 19 bilhões em 2003 para R$ 62 bilhões em 2010, com um empenho em tornar o uso dos recursos mais eficiente. O modelo de aquisições adotado pelo MEC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) possibilitou economia de R$ 866 milhões de recursos públicos em dois anos.
O resultado das compras também beneficia estados e municípios, que podem adquirir os produtos por meio da adesão aos pregões eletrônicos de registro de preços feitos pela FNDE. Esse método tem sido adotado para a compra de uma gama variada de produtos, de uniformes e bicicletas escolares a computadores, livros e laboratórios do programa e-Tec, que oferece ensino técnico a distância.
O poder de compra em escala do Estado é usado para diminuir o preço e influencia a política industrial. O MEC compra para quase 60 milhões de pessoas: 50 milhões de alunos da escola básica, mais de seis milhões na educação superior e cerca de quatro milhões de profissionais de educação.
Modelo – O modelo de compras da área educacional se baseia na medição dos indicadores da rede de educação pública. Após analisar esses dados, são traçados os critérios de atendimento dessa rede. O planejamento das compras é, então, debatido em audiências públicas, para melhor especificação dos produtos. Em seguida é feito um estudo do mercado fornecedor para a definição do formato do pregão. “Além da uniformidade dos procedimentos, da padronização dos produtos e serviços, da racionalização dos processos e da redução dos custos operacionais, o modelo permite ganho em função da economia de escala, controle mais eficiente dos gastos, transparência e celeridade”, explica o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim.
Fonte: MEC
Essa eu pago pra ver lousa eletronica em escolas caindo aos pedaços faltando coisas básicas como: lápis, papel… esses politicos são uma piada de mau gosto mesmo, mas nós não aprendemos e damos mandatos para essa porcaria de gente.
Sem dúvida alguma é importante para a escola pública crescer tecnologicamente, porém é fato que o investimento prioritário seria na valorização e formação do profissional, em uma alimentação de qualidade e também em um espaço físico que atenda as necessidades básicas dos que ali estão. Não é?
Sem dúvida é um avanço. O que me preocupa é, além das escolas “caindo aos pedaços” como dizem os colegas anteriores (que a meu ver é responsabilidade dos estados que as mantêm), é saber se este avanço vai chegar à todas as salas de aula. Eu trabalho em uma escola no estado de São Paulo que, apesar de todo o dinheiro gasto em propaganda por esse mesmo governo dizendo que as escolas estão uma maravilha, que tem laboratórios de informática inclusive aberto aos finais de semana (!) e que, na realidade, o que temos são 11 computadores para 400 alunos por período. Até mesmo o professor mais criativo não tem como trabalhar com todos ao mesmo tempo e isso pensando em um professor trabalhar com uma sala de aula (os outros dez devem aguardar em uma fila de espera). Essa “inovação” alardiada pelo MEC sem os recursos como acesso à internet com banda larga, se torna uma lousa com um giz mais sofisticada e que muitos professores que atuam nos dias de hoje sequer conseguem ligar um computador e preparar uma aula diferente. O risco que se corre é que esta lousa se torne mais uma sucata nas escolas brasileiras.
Infelizmente o comentário do colega Luiz Carlos não deixa de ser um retrato do cenário da grande maioria das escolas da rede de ensino publica, mas acho que não devemos nos focar apenas no problema. Claro a iniciativa da lousas eletrônicas diminuiria e muito no tempo que o educador perde em escrever no quadro a interação como videos, audio e slides, mas acho que atualmente devemos focar nas necessidades básicas que ainda não superamos.
Concordo com a colega Eva seria um sonho, quem conhece a realidade do Sistema Público de Ensino sabe que este é muito distante, pois temos escolas em mal estado com o velho quadro todos trincados e com sinais de giz que não apaga mais sabemos que isso facilitaria muito o trabalho dos nossos professores, mas por onde começar se as próprias escolas estão caindo com nossos alunos dentro que sempre será a prioridade.
Antes dos investimentos materiais, que dão “status”, principalmente aos políticos, porque não investir em QUALIDADE- entende-se como: formação continuada, condições físicas, psicológica, morais e sociais aos funcionários, valorização do profissional, aí sim, a lousa digital terá sua aplicabilidade efetiva.
Concordo com os colegas, a louça é um excelente recurso quando se tem uma estrutura básica para tal. Conheço o equipamento, pois o utilizei em uma escola particular qual trabalhei e, mesmo no ensino privado, percebi uma resistência dos profissionais em utilizar, pois o domínio se faz necessário. Se nem tempo para preparar as aulas os professores tem porque precisam trabalhar 60hs para conseguir uma renda razoável, imagina até se ambientar com este equipamento a disponibilidade que precisam… Então, além de melhorias das escolas, melhoria das necessidades básicas dos profissionais da educação, ainda é preciso uma orientação para que o uso realmente seja o adequado da lousa e não apenas uma substituição do quadro e do giz, mas com a mesma metodologia de ensino que se mantém constante em nosso país…
Centenas de Nações do mundo estão investindo maciçamente em seus Sistemas Educacionais. O investimento na área da educação é uma necessidade inquestionável. O mundo globalizado não cede espaço para aqueles que não o acompanham. O dinamismo das mudanças em, praticamente, todos os setores, é uma coisa fantástica, e, sem dúvidas, um dos campos que sempre precisará estar evoluindo é o educacional, principalmente em relação à esfera tecnológica.
No território brasileiro o Sistema Educacional está classificado em Educação Básica e Ensino Superior. A Educação Básica abrange a Educação Infantil, Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Além dessas modalidades, outras também são inseridas, tais como, a educação de jovens e adultos (EJA), a educação profissional, a especial para portadores de deficiência e a escolar indígena.
Percebe-se que o Sistema Educacional, praticamente, abrange todos os setores de ensino e, conseqüentemente, todos os cidadãos.
Portanto a lousa digital passará a ser uma das maiores inovações na área educacional, a qual, poderá versatilizar, qualificar e alicerçar o ensino no país, proporcionando reais condições para que o Sistema Educacional Brasileiro cumpra o que reza, ao menos no papel, que todos tenham acesso em escolas que sejam heterogêneas, pluralistas e que contenham políticas que propiciem a inclusão de todos os cidadãos e cidadãs de forma igual, independentemente de suas culturas e variadas diferenças.
Solicito comentários dos amigos acima e de todos que tiverem acesso a esta página.
A lousa eletrônica representa uma inovação tecnológica e algumas escolas, sobretudo, as particulares já começam a utilizá-la. É um instrumento válido, que pode auxiliar os educadores, mas ainda temos problemas, conforme os colegas já abordaram, que devem ser superados.
Ensino de qualidade está para a relação pedagógica e não infra-estrutura.A lousa digital não vai garantir a aprendizagem, é um instrumento muito útil, mas a garantia da aprendizagem dos alunos virá da valorização da carreira docente.Quando a educação for prioridade politica e social, quando o discurso de melhorar a qualidade do ensino passar de promessa de campanha eleitoral a plano concreto, aí sim começamos a traçar novas estratégias e consequentemente colheremos os primeiros resultados.Avaliações constantes são termômetros para ver se as mudanças estão dando certo.Aumentar o tempo na escola, não é suficiente, mas a reformulação do conteúdo garante e valoriza as habilidades e competências dos alunos.Mudanças aplicadas gradualmente e continuamente, com acompanhamento e controle.Investir no professor, que é a chave para o sucesso do aprendizado dos alunos.Melhorar as técnicas de ensino. A jornada em busca da boa educação é continua,mas o caminho deve ser traçado.
Reflexões: As lições do Chile para o Brasil- Revista Época 20/12/2010.
penso que a lousa digital realmente nao é prioridade do momento, e sim a valorização salarial do professor da rede pública tem que ser prioridade imediata.
Com a lousa eletrônica nas escolas, os alunos acompanharão a tecnologia mais de perto. Até mesmo os alunos que não tem contato com tecnologia terá a oportunidade de acompanhar mais de perto.
Os equipamentos ajudarão a educação no Brasil, permitindo também aos alunos com deficiência visual, que ao escreverem na lousa, ouçam ao mesmo tempo. Com essa ferramenta os alunos com deficiência, terão mais facilidade em aprender. Mas se formos ver será que esse projeto é mais um que levará anos para ser aplicado em todo Brasil, realmente acontecerá?
Esse projeto é parecido com dos computadores em todas as escolas, uma vergonha. Os computadores chegarão apenas em alguns estados, a maioria das escolas que tem não são utilizados, existem muitos professores que não sabem trabalhar com as ferramentas que o mesmo oferece.
Uma das coisas que questiono realmente todos os alunos do Brasil terá acesso aos novos equipamentos? Fica uma questão para ser analisada.
Pensar nos recursos utilizados para transmitir o conhecimento é fundamental para que a assimilação seja proveitosa.
Para cada curso deve ser estruturada os recursos necessários.
Muito útil o post!
abraços
Realmente as escolas estão caindo aos pedaços como já foi dito pelos colegas, falta-se material, mas precisamos ver o lado positivo tambem, pois a lousa digital será uma tecnologia nova que irá entreter os alunos desde que bem empregada, observo que somente agora nas escolas particulares encontramos professores que estão utiizando a mesma, mas mesmo assim encontra-see resistencia entre a maioria.
Sem sombra de dúvidas, as novas tecnologias avançam e na medida em que isso acontece a possibilidade de desenvolvimento de pessoas excluídas por falta de meios que atendessem suas necessidades cresce também, renovando as esperanças de uma carreira profissional, de uma cidadania digna e uma auto-estima recuperada.
Equipamentos eletrônicos são ferramentas que auxiliam todo o processo de ensino e aprendizado. Graças a tecnologia o Ensino a Distância no Brasil deu um salto surpreendente.
Do ponto de vista do aluno é importante que a escola seja moderna e as ferramentas de aula dialoguem com as tecnologias tão habituais nos dias de hoje.
Esses recursos irão ajudar a diminuir a enorme distância entre a metodologia arcaica utilizada na educação atual, com a tecnologia dinâmica que os alunos têm acesso em casa. Mas é claro que não adianta apenas instalar esses equipamentos, sem haver profissionais qualificados que os utilizaram com eficácia, sem contar a parte de manutenção que se não for feita, logo não haverá mas equipamento.
Nada adiantará o Ministério da Educação investir bilhões nesta tecnologia, se não capacitar os docentes de como se deve utilizar esta ferramenta tecnológica em suas aulas.
E, o professor tem que se interagir, se dedicar, se comprometer, caso contrário se tornará mais uma ferramenta obsoleta.
Olá boa tarde!Penso que todas iniciativas são válidas,principalmente como retratam os colegas acima atendidas as necessidades já estabelecidas,vejo como uso de ferramentas pedagógicas modernas…dessa forma também atraindo atenção/ interação dos alunos.
Todo investimento vale, quando existe um planejamento e não jogar dinheiro pela janela. Quando se trata de Educação sempre vale investir
Todo investimento quando se trata de Educação é viável e eu fico feliz quando vejo um projeto nessa grandeza.
Em Educação, o mais importante são os Recursos Humanos. Recursos tecnológicos são importantes também, mas, sem pessoas motivadas e bem preparadas para utilizá-los, eles restam esvaziados.
6:45
É inegável que estes recursos facilitam a tarefa do professor e as atividades dos alunos,mas, meu questionamento é se em um país onde muitas escolas estão literalmente caindo aos pedaços este projeto seria de fato uma prioridade expressa. O que vocês acham?