MEC descredencia Universidade do Tocantins
Descredenciamento da Unitins para Cursos a Distância
O MEC (Ministério da Educação) publicou, nesta quarta-feira (19), uma portaria com o descredenciamento da Unitins (Universidade do Tocantins) para a oferta de cursos a distância. A instituição de ensino tem cerca de 65 mil estudantes.
O processo de supervisão da Unitins, iniciado pelo MEC no ano passado, identificou irregularidades como a cobrança de mensalidades por parte de uma instituição pública de ensino e a delegação de competências acadêmicas para parceiros não credenciados pelo MEC para a oferta de cursos superiores a distância.
Foi constatada também a oferta dos cursos a distância em polos irregulares e quantidade insuficiente de professores e tutores.
A instituição informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que pretende recorrer às instâncias cabíveis, no caso, o CNE (Conselho Nacional de Educação). As aulas do segundo semestre, segundo a instituição, transcorrem normalmente. Os vestibulares foram suspensos.
A Unitins tem nove cursos na modalidade a distância: administração, análise e desenvolvimento de sistemas, ciências contábeis, complementação de estudos, fundamentos jurídicos, letras, matemática, pedagogia e serviço social. As mensalidades custam, em média, R$230.
A portaria publicada diz ainda que o MEC vai reconhecer os cursos, “exclusivamente para expedição e registro de diplomas” dos estudantes.
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19 de agosto de 2009 at 22:39
sobre o texto “O processo de supervisão da Unitins, iniciado pelo MEC no ano passado, identificou irregularidades como a cobrança de mensalidades por parte de uma instituição pública de ensino”, tem uma faculdade na cidade de Anicuns estado de Goias que é publica e cobra mensalidades e o MEC nunca falou nada… pq? aqui é mais bonito que no TO? queremos tambem os mesmos direitos.
20 de agosto de 2009 at 14:17
“Comunicado Oficial da Unitins
A Unitins – Fundação Universidade do Tocantins – informa que não concorda com a decisão do MEC – Ministério da Educação – em descredenciar a universidade para a oferta de EaD – Educação a Distância – e que, assim que notificada oficialmente, irá recorrer da decisão junto ao CNE – Conselho Nacional de Educação.
A Unitins informa, ainda, que continua aberta às discussões para encontrar uma proposta de execução dos saneamentos que seja econômica e juridicamente viável. Palmas, 19 de agosto de 2009. Assessoria de Comunicação.”
Esta nota foi assinada pelos representantes da UNITINS
20 de agosto de 2009 at 14:41
PEDIDO DE SOCORRO SOBRE A SITUAÇÃO DOS PROFESSORES E PROFESSORAS, ALUNOS E
ALUNAS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINSUNITINS
PARA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO,
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, ORGANIZAÇÕES REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL,
ENTIDADES E ASSOCIAÇÕES CONFESSIONAIS E DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS E
REPRESENTAÇÕES DIPLOMÁTICAS NO BRASIL
No ano de 2008, a Fundação Universidade do Tocantins passou a ser mais conhecida no
cenário nacional por causa de uma série de situações que envolviam sua natureza pública de
direito privado com empresas privadas, voltadas para a prestação de serviços educacionais na
modalidade a distância (EaD) para inúmeras localidades brasileiras.
As situações que começaram a vir à luz do dia, já de conhecimento público geral na atualidade,
eram de conhecimento anterior de inúmeros grupos que participam direta ou indiretamente
das políticas educacionais no Brasil. Entretanto, como as práticas de mercantilização da
educação no País, e com maior ênfase, nos últimos anos, na expansão desenfreada do ensino
superior e na modalidade a distância, geram milhões e milhões de reais às múltiplas parcerias
visíveis e invisíveis formadas, nada foi pronunciado.
Apenas escutávamos que proprietários de pólos regionais de EaD possuíam máquinas de
transporte mais possantes para verificar como estavam “seus alunos” nos pólos, parecendo
que eram fazendeiros contando cabeças de gado. Isso não apenas na Unitins, mas em
instituições privadas e o sonho da lucratividade, com outra lógica também se prenunciava pela
Universidade Aberta do Brasil nas IES “puramente” públicas. Comissões parlamentares no
Congresso Nacional se construíram para defender a EaD, nos corredores do Senado e da
Câmara dos Deputados grande é a movimentação de políticos, lobistas profissionais,
proprietários de empresas privadas para defesas incontinentes dessa nova fonte lucrativa!
A situação se tornou insustentável e vergonhosa, porque internacionalmente representantes
da EaD no Brasil defendem uma posição de vanguarda sobre o ensino mediado pelas
tecnologias, e internamente convivem com essa contradição.
Vozes dentro do Ministério da Educação saíram para o levantamento dessas situações.
Louvamos os posicionamentos de levantamento e de análise dos técnicos envolvidos, muitos
deles sabem da importância e do regulamento ajuizados para a EaD no Brasil. Outros têm o
dedo em riste e a fala acusatória.
Assim, a Unitins e sua EaD se tornaram o alvo dos ataques, defesas, análises. A instituição ficou
combalida. Decisões foram tomadas em diversas cúpulas e em meio a isso, professores e
alunos foram alijados. Nós estamos fora do processo, os professores concursados,
remanescentes de Goiás e do eterno quadro suplementar, aprovados por processos
simplificados de seleção e contratados.
Hoje, escutamos, lemos, sentimos na pele a ameaça do descredenciamento da Unitins para
oferecer a Educação a Distância no Brasil. E ao mesmo tempo, instituições privadas ampliam
seus tentáculos tanto na oferta das várias modalidades de ensino sob o olhar não-olhar dos
organismos federal, estaduais e municipais de acompanhamento e monitoramento legal.
O impasse do descredenciamento angustia aos alunos e a nós professores. Em nosso caso,
muitos realizam mestrados e doutorados focando nas áreas de tecnologia, educação,
comunicação com problemáticas a serem estudadas e com aplicação no ensino-aprendizagem
a distância. Outros profissionais do ensino e da pesquisa de tanto se dedicarem por pouco não
sucumbem às tensões e pressões vivenciadas, e fica no ar o medo.
O MEC descredenciou nesse momento a Unitins. Nós professores e alunos que a ela
pertencem ganharemos alguma marca física (estrela, triângulo, código de barras, cruz, número
de identificação no braço)? Porque já somos apontados como criminosos, bandidos, párias,
anormais pelos colegas de outras instituições de ensino. Os alunos devem estar sofrendo a
mesma discriminação. A defesa da Unitins é de todos nós.
Parece que existe todo um grupo pronto com suas máquinas para carimbar códigos de barras
em nossos braços. Será que farão o mesmo com todos os alunos espalhados no Brasil. Como
nossa malha férrea é precária, o sistema de transporte poderá ser por caminhões ou ônibus
fretados para nos levar a algum campo de “acolhimento”. Será que situações como essa se
repetiram mais uma vez na história?
Professores, professoras, alunos e alunas, está na hora de nos mobilizarmos, enviemos o
conteúdo acima a todos os nossos conhecidos nacionais e do estrangeiro, manifestações
pacíficas e críticas devem ocorrer junto às autoridades em Brasília, nas Unidades Federativas,
às instituições educacionais, à OAB, à ABI, às sucursais dos jornais e semanários, às comissões
e comitês de Direitos Humanos. Um mais um mais+ dez= 1 milhão. Se não tivermos a coragem
de ser gota d’água em pedra quente…vão nos extinguir a todos. E essa persistência aprendi
com Lula, nas diversas disputas que ele teve e jamais desistiu. Eu sou dos tempos que Lula era
feito prisioneiro numa delegacia na Brigadeiro Luiz Antônio (1981), a gente fazia vígilia por lá,
passava na rua com um silêncio doido e revolta no olhar por saber que ali tinha um “cara”
sendo injustiçado, por favor, Presidente, …não deixe que nos marquem, mais do que ninguém
você sabe o que é ser perseguido.
Senhor Presidente, Ministro da Educação, Presidente e membros do Conselho Nacional de
Educação e todas as instituições públicas, privadas de respeito, associações-confissões e
denominações religiosas parece que um Holocausto (com H maiúsculo) esta silenciosamente
por ocorrer. E o pior é que somos todos filhos de Deus, vivemos num Estado de Direto
Democrático e ninguém nos escuta. Basta de Holocaustos (in) visíveis no Brasil. Escutem-nos e
não permitam o descredenciamento da EaD na Unitins, a regulação é necessária, mas não a
política de extermínio para nós professores e alunos.
Prof. Dr. Geraldo da Silva Gomes
geraldo.sg@unitins.br
19-agosto-2009.
21 de agosto de 2009 at 23:43
Gostaria de saber se vou ter o diploma de Serviço Social pela Eadcon (Univali e Unitins) já estou no terceiro ano, fico desesperada.
7 de setembro de 2009 at 17:29
Boa tarde
Gostaríamos de saber como vai ficar nossa situação(aluno) com relação a matricula paga e mensalidade paga no 4º periodo, sendo que temos dependencias e a grade não são as mesma de outras faculdades que dispoê em Ilheus,estou no 4º periodo de serv. Social.
Aguardo retorno
15 de outubro de 2009 at 20:30
Boa noite. Sou aluna do curso de S.Social, estou cursando o 4ºperiodo. Estou extremamente preocupada e acho que todos os alunos que se encontram nesta situação.Quero saber se mesmo descredenciada da modalidade Ead,os certificados expedidos pela Unitins terão validade no final do nosso curso. Pois nós alunos não podemos perder tanto, depois de tanta dificuldade presenciada. Quero deixar claro que a Unitins nos envia otimos materiais de estudos,as teleaulas e os professores são extremamentes serios e compromissados.No Ava temos excelentes textos complementares,e quanto ao polo que nos assiste,não deixa nada a desejar. Sinto muito pelo que estamos vivenciando,pois muitos alunos como eu não tem condição de frequentar um curso superior presencial,e,nem por isso imagino que seremos menos profissionais que os demais. Pois independente da instituição, o que se conta na verdade é a consciencia,perseverança e garra do aluno. Obrigada pela atenção,aguardo uma resposta ansiosamente.