O mercado editorial e as empresas de sistemas de ensino começam a se preparar para uma nova realidade: a do livro didático digital. Com dispositivos como laptops, e-books e iPads, um novo cenário se apresenta para a educação. E também novos desafios. “Novas tecnologias requerem novos conteúdos”, diz Ana Teresa Ralston, diretora da tecnologia de educação e formação de professores da Abril Educação – grupo que reúne editoras e sistemas de ensino e é controlado pela família Civita, que também é dona da editora Abril, que publica VEJA. Convidada a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo, a especialista, diz que ainda é preciso investir tempo e recursos para criar um livro didático 100% digital e multimídia. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista.
Qual a razão dessa demora?
No meio educacional, as tecnologias demoraram mais a serem incorporadas, em virtude das mudanças que elas imprimem nos padrões, na formação dos educadores, na produção do material de apoio e na infraestrutura das escolas. Novas tecnologias requerem novos conteúdos, e, para isso, é preciso profissionais capacitados, preparados para produzir esse novos conteúdos. Além disso, o professor que irá usar essas ferramentas também precisa ser formado para a essa tarefa.
Então, o que ocorre nesse processo não é a simples digitalização do conteúdo impresso, mas, sim, a criação de novos conteúdos.
É importante lembrar que, quando falamos desse processo, abordamos três elementos distintos: o livro didático impresso, o livro didático impresso digitalizado – e isso já fazemos – e o livro 100% virtual. Nesse último, o que ocorre não é a simples transferência do impresso para o digital. É uma outra comunicação, que acontece em outra mídias. E acho que esse é o grande desafio: a maneira como organizamos os conteúdos na mídia impressa é diferente da maneira como o fazemos na mídia digital.
Esse novo tipo de conteúdo, mais familiar aos alunos que já utilizam as tecnologias fora da sala de aula, pode alimentar o interesse dos estudantes pelo que se ensina nas escolas?
Quando trabalhamos com soluções digitais, procuramos entrar em sintonia com a linguagem do aluno. Mas essas soluções precisam ser utilizadas com orientação pedagógica para que sejam significativas. Caso contrário, viram só distração.
Como evitar que o livro didático digital seja uma armadilha?
Eu costumo dizer que o meio digital evidencia uma aula mal dada. Às vezes, temos uma aula que não foi a ideal, mas não há registros dela. Já com a tecnologia digital tudo fica registrado. Então, é preciso usá-la para enfatizar boas práticas, para ilustrar situações que não seriam possíveis de outra forma. A tecnologia é um recurso poderoso, viável e possível e não deve ser usado como enfeite. Para isso, é importante pensar quais recursos são relevantes para esse novo ambiente. Caso contrário, retira-se essa relação afetiva que temos com o papel e com a leitura sem adicionar nenhum ganho.
Quais podem ser os ganhos da adoção da tecnologia na educação?
São as possibilidades de interação, de animação, de ilustração, de relacionar os conteúdos e fazer pesquisas. Em disciplinas como química, física e biologia, por exemplo, é possível simular situações. O professor pode ainda trabalhar infográficos de tempos históricos e evoluções geológicas. Pode trabalhar com pesquisas imediatas dos assuntos que estão sendo trabalhados naquele momento. É possível estimular o aluno para a possibilidade de troca, de colaboração, de construção do conteúdo em conjunto. Esse tipo de habilidade e competência é uma demanda do mercado de trabalho. E se o aluno começar a vivenciar isso no mundo da escola, ele vai poder ter essa habilidade como algo natural no mundo do trabalho.
Quais as dificuldades envolvidas na criação de um livro didático multimídia?
Precisamos conceber um produto diferente, não apenas digitalizar o que já existe. Além disso, precisamos viabilizar o acesso a todas as escolas brasileiras, nos mais remotos lugares. Aí, temos o desafio da entrega – e também da produção. Hoje, apenas começamos a trabalhar com alguns componentes agregados, ou seja, a pensar conteúdos de forma integrada.
As empresas de sistemas de ensino já estão se preparando para essa nova realidade?
Já. A digitalização de livros e apostilas já existe. O que começamos a fazer agora é desenvolver o material integrado: o meio impresso e o meio digital. O esforço é na produção de conteúdos virtuais, cada vez mais relevantes, integrados e efetivos. Ainda não pensamos em um produto 100% digital porque pensamos antes no material impresso, e depois partimos para o virtual. Acredito que pensar a totalidade do produto no ambiente virtual seja o nosso próximo passo.
Alguns especialistas pregam o fim do livro tal como nós o conhecemos, enquanto outros defendem que, apesar dos avanços tecnológicos, ele jamais deixará de existir. Quais são suas previsões?
Acho que ainda é cedo para previsões. Contudo, é hora de pensar nas evoluções da integração das mídias e se preparar para elas. Particularmente, não acredito que teremos uma mídia só. Aposto em uma segmentação. Nós pensaremos sobre qual a melhor forma de transmitir cada conteúdo. Ainda temos gerações que possuem uma relação muito próxima com o livro e alguns conteúdos seguirão sendo consumidos na mídia impressa. O que talvez tenha mudado é que hoje avaliamos o conteúdo antes de consumi-lo. Então, baixamos um livro no Kindle, por exemplo, e, se gostamos da leitura, compramos a versão impressa.
PDF – As novas tecnologias da informação numa sociedade em transição
PDF – Limites e possibilidades das TIC na educação
Falando-se em livro online, não podemos esquecer que o livro escrito vai demorar muito para sair de cena e até mesmo nunca sair de cena, devido aos mais conservadores leitores da atualidade.Além de entendermos que os direitos autorais ainda prevalecem.
REAFIRMANDO O QUE FOI DITO PELOS COLEGAS, A DIGITALIZAÇÃO TAMBÉM DOS LIVROS É CERTA, PRINCIPALMENTE COM O PASSAR DOS ANOS. MAS NÃO PODEMOS DESCARTAR A IMPORTANCIA DO LIVRO IMPRESSO, E O FATO DE QUE EM UM PÁIS COM TANTOS CONTRASTES SOCIAIS, ESTE TIPO DE TECNOLOGIA PODE LEVAR ALGUM TEMPO PARA ESTAR DISPONÍVEL AOS MENOS FAVORECIDOS FINANCEIRAMENTE.
Isso sem falar do U-learning, e do Work-Based Learning novas realidade educacionais no mundo. Isso sim é quebra de paradigmas educacionais. o E-book é só parte de um processo evolutivo sem voltas da EAD e suas novas aplicabilidades. Michele Kasten
Concordo com Nívia. O livro digital é importante para os que já estão na era digital, mas ainda presenciamos em nosso País uma vasta população que sequer tem possibilidades da educação básica. Para estes menos favorecidos os livros impressos ainda serão suas realidades.
Fica evidente que a EAD é o ensino do futuro e que as escolas e instituições de ensino superior devem adaptar-se aos novos métodos de aprendizagem do aluno, tendo em vista que esta é uma realidade em muitos países desenvolvidos.
Como novas tecnologias requerem novos conteúdos, e, para isso, é preciso profissionais capacitados, preparados para produzir esse novos conteúdos, com certeza essa revolução vai demorar a chegar no ensino público. Além disso, o professor que irá usar essas ferramentas também precisa ser formado para a essa tarefa. e ainda existem professores que sequer saber abrir ou ler um email.
O livro impresso nunca sairá de moda. Isso vocês podem esquecer. É muito gostoso abrir um livro para ler. Entretanto, concordo quando afirmam que haverá outras mídias para se ler um livro, isso já está acontecendo. Muitos de nós fazemos isso. Eu, pessoalmente, analiso o livro on line, e se entendo que seja bacana para os meus estudos compro o livro na livraria mais próxima, ou até mesmo na livraria virtual. É muito ruim ler um livro na tela. Faço isso apenas com pequenos textos, com no máximo 05 folhas.
O livro digital já é uma realiadade, e sua aplicação nos cursos EAD é uma questão de tempo. Mas pode demorar mais devido aos motivos citados acima e, principalmente, pela diferença da forma de organização das informações de maneira digital e de maneira impressa. Mas o grande entrave será a formação dos professores, na minha opinião.
Compartilho das idéias da colega Marília, ao falar da importância do livro 100% digital e desse avanço tecnológico, como bem disse, necessita da qualificação dos professores e do interesse do governo em implementar essa ferramenta nas escolas públicas. Esse processo deve ser moroso como quase tudo nesse país.
Marketing ou realidade???… Torço para que os professores envolvidos na EAD não vejam na ação de muitas IES de oferecerem Tablets aos alunos inscritos em cursos à distância como mero marketing…espero que vejam nessa atividade como realmente uma PROMOÇÃO das inúmeras possibilidades que se abrem com este pequeno grande instrumento!
Por motivos já citados aqui o livro impresso ainda tem muito valor e vai ter por um longo tempo ainda pela grande diferença das classes sociais que existe no nosso país.
Nas faculdades privadas está cada vez maior a presença de disciplinas em EAD, onde exige dos alunos a comunicação por meios digitais (e-mail, sites, grupos de discussões etc.) exigindo que se tenha uma grande quantidade de material digital que será uma base para esse tipo de ensino.
Muitas pessoas ainda não conseguem ler livros revistas e outro tipo de conteúdo na tela do computador, essas pessoas precisam ter esse conteúdo impresso para poder aprender/entender o assunto, mas creio que seja costume de uma geração que não está habituada ao uso de novos aparelhos e as novas tecnologias que estão evoluindo a passos largos nos dias de hoje.
Olá,
É fundamental que as tecnologias sejam incorporadas as práticas de ensino,nossos alunos estão cada vez mais conectados e nós como professores temos que nos adaptar a essa nova forma de ensinar,temos que estar sempre “antenados” para na hora do ensinar sabermos passar e receber esse turbilhão de informações na qual estamos recebendo em todos os segundos.
Att,
Roberto Nunes
Certamente que novas tecnologias são fundamentais na evolução de EAD, e o livro digital consiste numa excelente ferramenta para estudo. Portanto, alguns questionamento quanto ao uso dos livros de papel acho descartáveis. Isto porque existe lugar e necessidade de ambos.
O ensino está progredindo cada vez mais com as novas tecnologias disponíveis atualmente, ficando cada vez mais evidente que a EaD é a educação não só do futuro , mas sim a do presente também. Por isso a digitalização dos livros é um passo muito importante na construção de uma educação mais aberta para todos.
Este tema foi de suma importância para mim, pois estou iniciando o curso de EAD. Como professora a muito tempo, concordo com a colocação sobre a qualidade das aulas ministradas. Sendo assim, as novas tecnologias irão nos auxiliar muito, mas também irão evidenciar as técnicas utilizadas, bem como,a qualidade do conteúdo apresentado.
Leandra Carlucio
Os impressos sempre terão importância, ao menos ainda vejo que num futuro próximo. Muitas das ferramentas oferecidas pelo mercado, como Ipads, ainda são caros e inacessíveis aos alunos, principalmente os do EAD que sempre levam em conta o valor do investimento nas opções de educação.
Como foi muito bem explicado na entrevista: novas tecnologias exigem novos conteúdos.Por isso, as condições necessárias para a disseminação dos livros digitais esbarram em muitos empecilhos, desde os problemas econômicos até a falta de qualificação dos professores para lidar com esses novos conteúdos.
Uma pena, pois as habilidades e competências construídas a partir da utilização dessas ferramentas aproximariam ainda mais os jovens das demandas do mercado de trabalho.
A tecnologia é pouco utilizada como instrumento de ensino. A adaptação física e humana é demorada, desta forma, quando conseguem implantar alguma tecnologia, esta já é obsoleta, pois o tempo é efêmero para o surgimento de novas ferramentas.
Penso que o livro impresso nunca vai deixar de existir, por vários motivos… mas os livros didádicos digitais virão a ser uma ferramenta importante na educação, visto que os alunos estão cada vez mais “virtuais”. Concordo com os comentários acima… ainda há umm caminho longo para instituir os livros digitais nas instituições de ensino públicas. Será que isso não vai aumentar ainda mais as desigualdades nas instituições de ensino públicas e privadas?
Concordo plenamente com suas colocações Daniel.
Muitas pessoas têm por hábito, ao ler no livro impresso,fazer anotações, grifar e sublinhar pontos considerados importantes no texto e encontram bastante dificuldade em permanecer algumas horas na frente da máquina para realizar sua leitura.
Também temos que levar em conta que ainda nos dias de hoje, é bastante comum encontrarmos pessoas que não têm computadores em suas residências, o que inviabiliza a extinção dos materiais impressos, do livro didático, que é o foco desta discussão.
Realmente essa prática talvés seja mais aceita para as novas gerações, os NATIVOS na era da informática, que já estão bastante familiarizados com essa linguagem.
E a realidade nua e crua, não tem como tamparmos o sol com a peneira, od nossos alunos atuais mudaram definitivamente a forma de aprender. E o professor atual tem que aprender a ensinar usando essas ferramentas, ou então deixa de ser professor.
Acho que as escolas públicas ainda vão demorar muito para adotar os livros digitais, seja por falta de vontade política e interesses das editoras, seja por falta de qualificação dos professores. Não é de hoje que os estados colocam a carroça na frente dos burros, ou seja, adquirem tecnologias, mas não capacitam os educadores para utilizá-las…
As inovações não param de transformar nossa maneira de conceber a realidade, numa entrevista em 2007, o New York Times afirmou que não saberia se em 5 anos continuaria imprimindo!
In an interview [in February 2007], Arthur Sulzberger, owner, chairman, and publisher of The New York Times, noted that, “I really don’t know if we’ll be printing the Times in five years, and you know what? I don’t care, either.”
http://www.educause.edu/EDUCAUSE+Review/EDUCAUSEReviewMagazineVolume43/EBooksinHigherEducationNearing/162677
A partir da transformação tecnologia tem-se transformações na maneira de viver!
Podemos aprender mais e melhor!
O fim dos livros? Talvez, mas a longo prazo.
A EAD tem uma papel importante para o avanço da educação do Brasil, por isso, as novas tecnologia devem ser sempre ulizadas nas Instituições que oferecem a EAD, para essas bucarem uma qualidade elevada as seu Alunos.
Sou professor universitario na área de gestão e acredito mesmo que as novas tecnologias vão dominar o mercado de educacao e no caso citado no artigo, o de livros em formato eletronico. Outro dia lí um artigo sobre o uso de tablets como o IPAD, cada vez mais comum e tendo enorme sucesso na sociedade. O artigo dizia: Essas novas tecnologias como o IPAD não fazem falta a ninguem até que a pessoa tenha uma ferramenta dessa em mãos. A partir daí, essa tecnologia (o IPAD) torna-se essencial, tendo em vista os diversos aplicativos já existentes para esse equipamento. Ler jornais, revistas e livros nesse equipamento… já é realidade para milhoes de pessoas de pessoas, especialmente jovens.
Concordo que as novas tecnologias já estão presentes no meio educacional. Mas destaco dois fatores, que outros já comentaram aqui: 1. O livro impresso ainda terá muito espaço por muitos anos. O prazer de folhear um livro ou revista vai persistir por muitas décadas no nosso meio. Claro que as novas gerações, que já crescerem nas escolas desde os primeiros anos com tablets em suas mãos, poderão mudar essa realidade. 2. Nós educadores precisamos ter acesso e treinamento para o uso dessas novas tecnologias, e assim, produzirmos novos conteúdos que sejam compatíveis com essas ferramentas.
Eu concordo que as novas tecnologias já estão presentes no meio educacional. Mas destaco dois fatores, que outros já comentaram aqui: 1. O livro impresso ainda terá muito espaço por muitos anos. O prazer de folhear um livro ou revista vai persistir por muitas décadas no nosso meio. Claro que as novas gerações, que já crescerem nas escolas desde os primeiros anos com tablets em suas mãos, poderão mudar essa realidade. 2. Nós educadores precisamos ter acesso e treinamento para o uso dessas novas tecnologias, e assim, produzirmos novos conteúdos que sejam compatíveis com essas ferramentas.
Estamos vivendo a terceira geração da EAD, que é a EAD Online. Logo é imprescindível que a forma como os conteúdos educacionais são apresentados se adéquem às novas tecnologias, para que continuem sendo atrativos para os estudantes, que se encontram em estreita ligação com a evolução tecnológica, sob pena de serem abandonados e esquecidos por conta da forma ultrapassada com que se encontram disponibilizados. Embora o livro impresso ainda perdure por muito tempo no cenário educacional, o e-book é uma tendência e uma realidade, prova disso é o número de instituições de ensino que já adotam livros digitais como forma de garantirem uma aprendizagem mais atrativa e de qualidade. Se o jovem vive a era digital nada mais justo do que viver também a educação digital. Diante dos fatos, concluí-se que “novas tecnologias exigem novos conteúdos”.
Gostei muito de ter lido alguns comentários de seu blog, pois as nova tecnologias então enriquecendo cada vez mais nossos estudos e garantindo uma aprendizagem atrativa entre professores e alunos, a tecnologia na também vive grandes momentos na educação digital o porque muda bastante a forma de nos conduzir a prática de ensino fortalecendo aida mais os moldes de educação em EAD no Brasil.
Reunindo as informações dos últimos post’s dos colegas no blog, posso dizer que a aceitação da transição livro impresso para livro digital não será rápida, pois a tecnologia requer treinamento, e em especial aceitação para este treinamento. Mesmo com as necessidades sendo radicalmente transformadas a partir da aquisição/uso de uma nova tecnologia como citado por Decio H. Franco “essa tecnologia (o IPAD) torna-se essencial”.
Zerbini e Abbad(2005) em suas conclusões do artigo entre as limitações de sua pesquisa está a “falta de informações válidas sobre aprendizagem” p. 18, ou seja, ainda não sabemos se a tecnologia tem promovido mudanças do comportamento desejado. Precisamos de mais pesquisas e fundamentação teórica para inserir com intensidade tais recursos tecnológicos na educação de forma massificada.
Zerbini e Abbad(2005)IMPACTO DE TREINAMENTO NO TRABALHO VIA INTERNET. RAE. v. 4, n. 2.
Último post com uma pequena correção:
Reunindo as informações dos últimos post’s dos colegas no blog, posso dizer que a aceitação da transição livro impresso para livro digital não será rápida, pois a tecnologia requer treinamento, e em especial aceitação para este treinamento. Mesmo com as necessidades sendo radicalmente transformadas a partir da aquisição/uso de uma nova tecnologia como citado por Decio H. Franco “essa tecnologia (o IPAD) torna-se essencial”.
Concluo a reunião das informações acrescentando citações de Zerbini e Abbad (2005): em suas conclusões do artigo entre as limitações de sua pesquisa está a “falta de informações válidas sobre aprendizagem” p. 18, ou seja, ainda não sabemos se a tecnologia tem promovido mudanças do comportamento desejado. Precisamos de mais pesquisas e fundamentação teórica para inserir com intensidade tais recursos tecnológicos na educação de forma massificada. Como na Coréia do Sul:
Considerando todas estas informações, e principalmente as mudanças constantes de acordo com as novas tendencias. Hoje tudo esta passando para uma nova era, a digital, com os livros não é diferente, todas as tecnologias estão a disposição para pessoas que querem ganhar tempo e informação.
Por isso que o sistema ead (educação a distância) cresceu muito nos últimos tempos, e todas as tecnologias são inseridas neste sistema de ensino com maior facilidade, pois o sistema ead necessita muito dessas ferramentas de conectividade, comodidade, rapidez e tecnológicas.
Atualmente com o crescimento e desenvolvimento da metodologia da EAD, nada mais natural que o avanço tecnologico venha favorecer esta metodologia, o livro virtual, além de ter um custo mais baixo, irá contribuir para o meio ambiente e facilitar o acesso da leitura ainda mais, economizando tempo e disponibilizando informação mais rápida com maior comodidade.
As novas tecnologias vão nos supreendendo a cada momento, com suas inovações, principalmente quando podem ser utilizadas no meio educacional. Porém, nesse contexto nem sempre podemos contar com as mesma pelo baixo investimento do poder público, nossas escolas a grande maioria possui uma sala de tecnologia, porém nem sempre os professores são capacitados para trabalhar de forma adequada com as ferramentas disponíveis, a reposição e manutenção dos equipamentos é outro problema que vivenciamos. Acredito que o livro didático digital seja algo que vai chamar a atenção e despertar o interesse de um público que já encara as inovações tecnológicas com naturalidade, nós até não podemos conseguir ler um livro completo digital, mas não dúvido que a nova geração consiga naturalmente fazer isso. Concordo com alguns comentários feitos dizendo que o livro digital será ainda para poucos,pois a grande maioria demora muito mais tempo para ter acesso a esse tipo de recurso.
A mudança na concepção de livro está mudança também, estão desenvolvendo livros com os quais é possivel interagir com o seu conteudo há livros. Movimentar os cenários internos do livro.
Neste video abaixo encontramos um futuro não muito distante, no qual interagimos com o mundo de maneira interessantissimas:
http://www.dump.com/2011/02/12/a-day-made-of-glass-cornings-vision-for-the-future-with-specialty-glass-at-the-heart-of-it-video/
Acredito que devemos manter nossa mente ampliada para as novas tecnologias mesmo em se tratando de livros hehe Sou amante de livro, e acho muito gosto deitar e ler um livrinho de um tema de meu interesse. Contudo, tudo temos que pensar que a praticidade é a uma tendência de mercado tanto no aspecto de arquimento de conteúdo quanto de seleção de temas.
Abraços
Concordo com o pessoal. O avanço tecnológico já é uma realidade incontestável. E também sobre a questão de adaptação de conteúdos para o produto. Livros digitais não são livros digitalizados. Cada veículo, necessita de uma linguagem própria e condizente. Todavia, ainda é um processo lento em relação ao primeiro mundo em virtude de custo e mudança cultural tanto de educadores quanto de educandos. Entretanto, realmente não acredito na extinção do livro impresso. O jornal não deixou de existir depois da internet,por exemplo. Cada veículo tem o seu papel. Além do mais, nunca se vendeu tantos livros no Brasil e isso ocorreu depois do avanço da internet.
acredito que as tecnologias avançam cada dia mais , e nós temos que tirar proveito disto , além de preservar o meio ambiente, pois com o livro digitais podemos fazer isto.
apesar de muitas pessoas terem ainda dificuldade com o uso das tecnologias.
oi pessoal, acredito que a modalidade de ensino a distancia esta crescendo no brasil de forma a atender as necessidades daqueles que nao teveram a oportunidade de frequentar uma universidade presencial mas que necessita de tal formaçao. e uma modadlidade que cresce de acordo com os avanços tecnologicos, mas acredito tambem que aqueles de fazem uso de tal modalidade tambem estao crescendo no uso e na compreensao e uso de todas as ferramentas.
heloisa
Mudar 100% para midias digitais a leitura dos livros, acredito que ainda vai demorar um pouco. Pois isso está relacionado a mudanças culturais das pessoas. Principalmente as mais velhas terão um pouco de dificuldade em adotar a nova modalidade. Eu acho simplesmente ótimo essa nova forma de aprender.
De fato há uma “revolução” silenciosa quanto a digitalização, porém será difícil ocupar o espaço cultural dos livros impressos, pois mudanças são complexas, quanto mais no meio educacional.
2:14
Acredito que o livro 100% digital vá realmente ser um produto muito consumido em um futuro muito próximo, principalmente em cursos da EaD, presenciais de ensino superior e também no fundamental e médio, mas na área educacional privada. Porque na área educacional pública, principalmente no fundamental e médio, há um atraso incomensurável, pois os professores não tem a instrução necessária, e principalmente, eles não utilizam os equipamentos de informática para ministrar aulas aos alunos por medo, pois as escolas colocam os equipamentos sobre a responsabilidade deles. Ou seja, se algum aluno danificar algum computador, os professores tem que arcar com o prejuízo. Daí a consequência: equipamentos parados e alunos sem acesso a informática. Essa história só irá se modificar na área pública, a partir do momento que ocorrer uma mudança tanto em relação ao treinamento de professores ou contratação de especialistas em informática para minnistrarem as aulas e que o governos assuma que os computadores necessitam de manutenção constante arcando com os custos. Aí sim, a população de baixa renda poderá ter acesso a informática e aos livros 100% digitais. Porque por enquanto, o mundo virtual é para as classes mais abastadas, pelo menos no Brasil.