Quem faz curso virtual tem o mesmo reconhecimento?
SÃO PAULO – No dia 9 de outubro, o governador do estado de São Paulo assinou um decreto que instituiu o Programa Univesp (Universidade Virtual do estado de São Paulo), que levará a todo o estado cursos de graduação e pós-graduação com uso de tecnologias de informação e comunicação, como a TV digital e a internet. Os alunos contarão com pólos de aula presencial. Três universidades do estado estão envolvidas no projeto: a USP (Universidade de São Paulo), a Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “As universidades vão caprichar, porque são as três melhores do País e não darão aula sem qualidade”, afirmou José Serra, por ocasião da assinatura do decreto que formaliza o projeto. Porém, diante da iniciativa, ficam as dúvidas: será que vale a pena fazer uma graduação virtual? Como o mercado enxerga este tipo de formação? As respostas – De acordo com o diretor-executivo do Insadi (Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual), Dieter Kelber, é importante deixar claro, antes de responder as perguntas, que a forma como a graduação foi feita não tem peso na escolha de um profissional. “Em primeiro lugar, o mercado de trabalho é muito seletivo porque tem muita mão-de-obra. Mas ele olha outras coisas além da formação, como comportamento, valores, disposição ao trabalho”, explicou. Além disso, ele afirmou que o mercado de trabalho está descrente da formação universitária, seja ela pública ou privada, presencial ou virtual. “Por isso eles fazem tantas provas antes de contratar”, exemplificou o diretor-executivo. Um outro exemplo desta falta de confiança no ensino superior brasileiro são os programas de trainee. “O que se faz hoje com um recém-formado? Um programa para ensinar tudo a ele!”. Mesmo assim, nada de fazer qualquer curso apenas para ter um diploma. Isso porque, em momentos de desempate entre candidatos, a formação será levada em consideração. “Na hora do desempate, o mercado de trabalho privilegia o que é mais tradicional”. Ainda vale considerar que a faculdade, mesmo não sendo tão valorizada quanto deveria, é a porta de entrada para o
mercado de trabalho, uma vez que proporciona o ingresso em um programa de estágio e muito aprendizado.
O programa – No Univesp, os cursos serão gratuitos. No início do programa, previsto para março de 2009, serão 5 mil vagas para a graduação no curso de pedagogia oferecido pela Unesp. A USP, por sua vez, oferecerá 700 vagas de licenciatura em biologia e outras 900 de licenciatura em ciências. Simultâneamente, serão desenvolvidos cursos de especialização (pós-graduação) voltados a professores da rede estadual de ensino, da 5ª séria do Ensino Médio. A expectativa é de que 110 mil docentes ingressem em 16 cursos (13 de disciplinas e três de gestão). O ingresso do aluno será feito por meio de um vestibular tradicional, com edital com informação sobre o processo seletivo. Segundo o secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, o sistema de cotas obedecerá às atuais políticas das universidades, “que já contemplam, de alguma forma, esse aspecto fundamental da participação dos jovens na busca do ingresso no ensino superior”.
Fonte: Portal InfoMoney
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18 de outubro de 2008 at 19:06
Ainda vai demorar um bom tempo para que este reconhecimento chegue ao nível que esperamos.
Vou torcer e conbribuir.
Sergio
5 de novembro de 2008 at 11:25
Acho, sinceramente, que já é hora de encararmos a realidade do ensino superior no Brasil, a ead é um passo importante nessa direção. Os custos de uma instituição de ensino superior parecem insustentáveis para os que a administram, nesse contexto, o mix empresa versus instituição já nem se conflita mais, a empresa tem que sobreviver em muitas vezes em detrimento da “instituidora” abrindo grandes buracos nas avaliações, nos conteúdos e transigências de um modo bem amplo por parte da instituição, obrigatoriamente incorporadas à adequação de receita e despesa da empresa. Nos cursos de pós, a própria sistematização do MEC parece equivocada na hora de conceder autorizações e reconhecimentos, sem entrar no mérito da fiscalização. O mercado já sabe disso é só uma questão de democratização de informação sobre ead e uma discussão mais honesta e realista sobre o modelo possível de educação presencial no Brasil.
11 de novembro de 2008 at 17:49
Quais serão os cursos totalmente a distancia?
11 de novembro de 2008 at 20:22
O ensino a distância é uma modalidade tão eficaz quanto o ensino presencial, pois, quem faz a diferença é aquele que busca se destacar seja na modalidade que for. Sou totalmente a favor do EAD, embora tenha estudado em faculdade presencial devido minha formação não existir neste contexto. Mas acredito que é um novo mecânismo de difusão da educação em nosso país, já que as faculdades particulares e federais estão num patamar inalcansável para muitos.