Resolução de conselho barra biólogo formado à distância

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O documento passa a exigir um mínimo de 2,4 mil horas de pesquisa, projetos, análises, perícias, fiscalização, emissão de laudos e pareceres na área.

Uma nova resolução do Conselho Federal de Biologia (CFBio) está dificultando a obtenção do registro profissional para alunos formados a distância. O documento passa a exigir um mínimo de 2,4 mil horas de pesquisa, projetos, análises, perícias, fiscalização, emissão de laudos e pareceres na área.
O texto foi aprovado em março, dias após o Ministério da Educação conseguir uma liminar para derrubar a resolução n.º 151/2008, que proibia o registro de formados a distância (leia mais abaixo). O CFBio insiste que as mudanças, que também afetam os cursos presenciais, não vetam o registro de egressos de nenhuma modalidade de curso, desde que reconhecido pelo MEC.
No entanto, bacharéis em Biologia formados por EAD não estão conseguindo se registrar e, assim, exercer a profissão. O Estado acompanhou o caso de dois estudantes do Centro Universitário Leonardo Da Vinci (Uniasselvi), de Santa Catarina (SC). Com a mudança, o conselho afirma que Roger Maciel e Helen Borges não têm o total de horas específicas cobradas, sendo que eles entraram com o pedido antes da nova resolução. “Enrolaram a gente até inventarem uma nova regra”, lembra Roger.
Quando o documento ficou pronto, a nova resolução tirou seu valor. “Ainda me disseram assim: ‘Você não queria a tua carteirinha?”, conta ele. Agora, para ter o registro, eles devem fazer uma especialização ou se matricular novamente na graduação.
Em nota, o CFBio afirma que quem obteve o registro (de curso presencial ou EAD) antes da publicação da resolução não vai perder o documento. No entanto, o órgão também reforça que todo biólogo “deve se manter atualizado com aprimoramento contínuo”. O CFBio afirma que “em momento algum aumentou a carga horária; somente utilizou as horas prevista pelo parecer n.º 329/2004.”
O MEC afirma, também em nota, que não admite nenhuma forma de discriminação a estudantes formados em educação a distância e lembra a existência da liminar obtida em fevereiro. A pasta reforça que diplomas de EAD devem ser registrados “com as mesmas garantias que na modalidade presencial, pelos conselhos regionais”.
Preconceito
Para especialistas, a resolução é discriminatória. “É reserva de mercado. Essas mudanças não podem ser retroativas”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância, Fredric Litto.
Para Sonia Martins, da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância, o CFBio alterou as regras para prejudicar os alunos de EAD. “É uma tentativa de burlar a lei. Estamos estudando o que podemos fazer para auxiliar os alunos que se formaram com as regras anteriores”, afirma.
PARA LEMBRAR
Em junho de 2008, numa decisão polêmica, o Conselho Federal de Biologia publicou uma resolução proibindo as regionais de concederem registro a profissionais que tenham diplomas de cursos a distância, sem fazer distinção de instituições reconhecidas ou não pelo Ministério da Educação.
Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal suspendeu, por meio de uma liminar, a resolução, considerando a proibição inconstitucional.
Além de Biologia, alunos e formados por cursos superiores a distância enfrentam resistência em outros órgãos, como o Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. Já foram identificados problemas com o Conselho Nacional do Ministério Público e com o Conselho Municipal de Educação de São Paulo.

Uma nova resolução do Conselho Federal de Biologia (CFBio) está dificultando a obtenção do registro profissional para alunos formados a distância. O documento passa a exigir um mínimo de 2,4 mil horas de pesquisa, projetos, análises, perícias, fiscalização, emissão de laudos e pareceres na área.
O texto foi aprovado em março, dias após o Ministério da Educação conseguir uma liminar para derrubar a resolução n.º 151/2008, que proibia o registro de formados a distância (leia mais abaixo). O CFBio insiste que as mudanças, que também afetam os cursos presenciais, não vetam o registro de egressos de nenhuma modalidade de curso, desde que reconhecido pelo MEC.
No entanto, bacharéis em Biologia formados por EAD não estão conseguindo se registrar e, assim, exercer a profissão. O Estado acompanhou o caso de dois estudantes do Centro Universitário Leonardo Da Vinci (Uniasselvi), de Santa Catarina (SC). Com a mudança, o conselho afirma que Roger Maciel e Helen Borges não têm o total de horas específicas cobradas, sendo que eles entraram com o pedido antes da nova resolução. “Enrolaram a gente até inventarem uma nova regra”, lembra Roger.
Quando o documento ficou pronto, a nova resolução tirou seu valor. “Ainda me disseram assim: ‘Você não queria a tua carteirinha?”, conta ele. Agora, para ter o registro, eles devem fazer uma especialização ou se matricular novamente na graduação.
Em nota, o CFBio afirma que quem obteve o registro (de curso presencial ou EAD) antes da publicação da resolução não vai perder o documento. No entanto, o órgão também reforça que todo biólogo “deve se manter atualizado com aprimoramento contínuo”. O CFBio afirma que “em momento algum aumentou a carga horária; somente utilizou as horas prevista pelo parecer n.º 329/2004.”
O MEC afirma, também em nota, que não admite nenhuma forma de discriminação a estudantes formados em educação a distância e lembra a existência da liminar obtida em fevereiro. A pasta reforça que diplomas de EAD devem ser registrados “com as mesmas garantias que na modalidade presencial, pelos conselhos regionais”.
Preconceito
Para especialistas, a resolução é discriminatória. “É reserva de mercado. Essas mudanças não podem ser retroativas”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância, Fredric Litto.
Para Sonia Martins, da Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância, o CFBio alterou as regras para prejudicar os alunos de EAD. “É uma tentativa de burlar a lei. Estamos estudando o que podemos fazer para auxiliar os alunos que se formaram com as regras anteriores”, afirma.

PARA LEMBRAR
Em junho de 2008, numa decisão polêmica, o Conselho Federal de Biologia publicou uma resolução proibindo as regionais de concederem registro a profissionais que tenham diplomas de cursos a distância, sem fazer distinção de instituições reconhecidas ou não pelo Ministério da Educação.
Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal suspendeu, por meio de uma liminar, a resolução, considerando a proibição inconstitucional.
Além de Biologia, alunos e formados por cursos superiores a distância enfrentam resistência em outros órgãos, como o Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. Já foram identificados problemas com o Conselho Nacional do Ministério Público e com o Conselho Municipal de Educação de São Paulo.

Fonte: ESTADÃO

Por: Instituto EADVIRTUAL   @   25-08-2010     |     3.145 visitas     5 Comentários
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5 Comentários

Comentários
11-09-2010
10:54
#1 DANIELE DOS SANTOS PEIXOTO Identicon Icon DANIELE DOS SANTOS PEIXOTO :

QUERO UM CURSO DE MESTRADO A DISTANCIA

03-11-2010
17:27
#2 Carlos Padovani Identicon Icon Carlos Padovani :

Vi a reportagem sobre o Conselho Regional de Biologia “dificultando” o reconhecimento de Biólogos formados a distância. Sou Biólogo, formado desde 1982, tenho 48 anos e sou um profissional bem sucedido e acho que ensino a distância para algumas áreas de conhecimento é tranquilo.Mas para Biologia, medicina, enfermagem, odontologia é preciso ser misto, com aulas presenciais obrigatórias!
Imagine um médico que nunca teve contato com um corpo humano! Um dentista que nunca olhou dentro de uma boca real! e um Biólogo que nunca fez a dissecação de um animal ou planta. Que nunca olhou microorganismos com um microscópio ou que nunca foi ao campo!!!

09-11-2010
1:45
#3 Alexandre Julian Ferreira Identicon Icon Alexandre Julian Ferreira :

Sou formado em Licenciatura Plena, Ciências Biológicas pela FTC – EAD – Faculdade de Tecnologia e Ciências – UP Ipiaú – BA.
Vou deixar minha posição aqui referente ao Conselho…, sabemos qual…!
Na realidade vivemos uma era onde algumas, ou muitas pessoas ficaram paradas no tempo, pois insistem em se beneficiar de métodos e recursos arcaicos, não assimilaram bem a disciplina que aborda ciência e tecnologia, pois não conseguem reconhecer que dentro das graduações Bacharelado e Licenciatura, nós no EAD obtemos acesso a uma infinidade de fontes com recursos de multimídia, somos treinados pra isso, obter informações muito rápidas e confiáveis.
Se quisermos ver uma dissecação, temos centenas de vídeos virtuais ricos em informações afins.
Fiz coleções de vegetais, corretamente armazenados, vi células ao microscópio eletrônico, estudei Biofísica, principalmente o aproveitamento da energia solar pelo vegetal, e Geofísica onde separamos os tipos de solos, leis ambientais, ou seja, tive todo um preparo para exercer minha profissão de professor e Biólogo. Minha grade de disciplinas e rica e minuciosa.
Horas, fui educado para educar, vi Filosofia, Psicologia e pedagogia voltadas para educação e não nos diferenciamos mais dos bacharéis, pois nós os licenciados temos os mesmos direitos na criação de conteúdos, literaturas novas, utilizando os recursos de pesquisas. Somos intermediadores e orientadores no aprendizado do educando. Frisamos o ato de pensar, refletir, aprender, fazer e ser. Transcender a cognição, metacognição.
A práxis foi virtualizada e temos um acervo enorme com fundamentação rica em vídeo e áudio. Voltei a comentar a respeito da prática, pois a virtualização foi atingida graças à evolução da elétrica e eletrônica. Falo sim da digitalização, o surgimento dos transistores, circuitos impressos e nanotecnologia.
Bom, poderia escrever um livro aqui, ficar a noite toda acordado (02h15min de 09/11/2010), ou talvez não coubesse mais caracteres nessa variável de hipertexto, mas na realidade temos os mesmos direitos no conselho. Habilitados, ou Bacharéis, todos são vigiados pelo MEC. Nenhum curso é cedido diploma, se o aluno, não tiver as informações necessárias, para exercer a profissão. Pensemos assim: Nem todo médico é bom médico, todo engenheiro é bom engenheiro, etc. Os que tiverem aptidão serão reconhecidos na sociedade. Podemos sim enriquecer mais as áreas do conhecimento do Biólogo agregando além da Biomatemática a Bioinformática, transversal no processo de sistematização. Os níveis de conhecimento devem ser solicitados, tais como os de pós-graduação, deveriam aparecer na carteira do Biólogo. Mestrado, Doutorado e PHD.
Conselho aqui está o meu conselho: Respeite o MEC. Obrigado, agradeço desde já,
Alexandrejf23-Biólogo-Formação em 2009.

11-11-2010
18:10
#4 Mônica Identicon Icon Mônica :

Não concordo Carlos, se o curso for de licenciatura plena, nao vejo porque nao ser semipresencial ou a distancia. Fiz licenciatura em biologia, paguei um curso super caro para ficar sentada em uma cadeira ouvindo o professor. Se fosse bacharelado sim, deveria ter materias presenciais poque inclui a prática.

Abraço !!

10-01-2011
22:48
#5 Daiane Identicon Icon Daiane :

Acho que o senhor Carlos Padovani está equivocado e não conhece bem o ensino a distância. Fiz minha graduação em Ciências Biológicas através do consórcio Cederj e minha diplomação é pela UFRJ…e fui ao campo, fiz dissecções, tive trocentas aulas de laboratório…por ser tão bem sucedido como diz, deveria ser melhor informado. Ah! Estou terminando meu mestrado e em breve entrarei no doutorado PRESENCIAL. Trabalho com pesquisa em Biologia Animal e Ecologia de Populações e garanto que sei tanto quanto qualquer aluno presencial.

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