Só 12 E-mails??? Ué?!!
Consulta pública sobre nova ortografia recebeu só 12 e-mails
- Enviadas ao longo de 3 semanas para e-mail do MEC, nenhuma
sugestão sobre como aplicar as novas regras foi aproveitada.
- Envolvimento de brasileiros contrasta com as reações em Portugal, onde houve
abaixo-assinados e debates contra mudanças
Antes de elaborar o decreto que foi assinado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MEC (Ministério da Educação) realizou uma consulta pública para que os brasileiros fizessem sugestões de como a nova ortografia deveria ser posta em prática. Ao longo das três semanas da consulta, chegaram ao
governo apenas 12 mensagens. Nenhuma delas foi aproveitada. O MEC recebeu as contribuições no mês passado, pelo e-mail acordoortografico@mec.gov.br. A consulta pública havia sido noticiada em todo o país por sites ejornais.
A não ser por F.G. (o MEC forneceu à Folha apenas as iniciais dos nomes), que sugeriu
que o “senhor ministro da Educação” fizesse um “pronunciamento à nação sobre as mudanças”, as mensagens simplesmente não trataram da implementação das novas regras. V.R. questionou sobre a existência do hífen em “afrodescendente” e “afro-brasileiro”. E.B. solicitou uma cópia das novas regras “em
PowerPoint”. A maioria dos participantes pediu mudanças no acordo. L.K. se queixou do “abuso na eliminação dos acentos”. Para ele, “dar um ar inglês ao português não ajuda a difundir” o idioma. R.M. não gostou de saber que ainda haverá grafias diferentes em Portugal e no Brasil -isso, na opinião dele,
“gera transtornos”. D.T. foi ainda mais longe e sugeriu que o português seja escrito tal como é
pronunciado. Ele deu exemplos: “caza” em vez de “casa”, “xave” no lugar de “chave” e “teliado” em vez de
“telhado”. “As regras da língua portuguesa são exageradas. Se escrevêssemos como falamos, facilitaria a vida de todo mundo”, argumentou. As sugestões não foram acatadas. “O conteúdo vem de um acordo
internacional, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado [o decreto legislativo é de 1995]. Não dá para mudar”, explica Godofredo de Oliveira Neto, presidente, no MEC, da Comissão de Língua Portuguesa. O envolvimento dos brasileiros contrasta com as reações que pipocaram em Portugal, onde calorosos debates nos meios de comunicação e abaixo-assinados contra as mudanças mantiveram o tema sempre em evidência. “Os portugueses reagiram tão fortemente por entender que o acordo seria uma concessão ao Brasil, uma perda política e cultural. Aqui, não houve esse sentimento. Além disso, convenhamos, o acordo altera tão pouca coisa para nós…”, diz o professor de língua portuguesa Carlos Alberto Faraco, da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
Fonte: folha
Envie esta matéria para um amigo.



8 de outubro de 2008 at 13:23
É….. depois não podemos reclamar, né?!!!
Não demos nossa contribuição!!!
Sônia